Mulheres preparam marcha em repúdio a Trump um dia após a posse

A grande passeata está agendada para acontecer no dia 21 de janeiro. Celebridades já demonstraram apoio

O próximo dia 21 de janeiro promete ser um grande momento para as mulheres – especialmente as norte-americanas. Pelas redes sociais, a Women’s March on Washington (Marcha das Mulheres em Washington) organiza uma passeata pedindo que os direitos femininos sejam assegurados – pertença ela à comunidade que for. O evento deverá ocorrer na capital do país, Washington, um dia após a posse do novo presidente estadunidense, Donald Trump. Na página do movimento no Facebook, mais de 400 mil pessoas demonstraram interesse. Celebridades, como Reese Witherspoon e Olivia Wilde, também aderiram à causa.

“Mulheres juntas, em solidariedade, com os parceiros e crianças, para a proteção de nossos direitos, nossa segurança, nossa saúde e nossas famílias – reconhecendo que nossas comunidades vibrantes e diversas são a força de nosso país.

A retórica do último ciclo eleitoral insultou, demonizou e ameaçou muitos de nós – mulheres, imigrantes, aqueles com diversas religiões (particularmente muçulmanos), pessoas que se identificam como LGBT, nativos e indígenas, negros e castanhos, pessoas com deficiência, economicamente empobrecidos e sobreviventes de agressão sexual. Somos confrontados com a questão de como avançar face à preocupação e ao medo. […]

A Marcha das Mulheres em Washington enviará uma mensagem ousada ao nosso novo governo no seu primeiro dia de trabalho e ao mundo: que os direitos das mulheres são direitos humanos. Estamos juntos, reconhecendo que defender os mais marginalizados entre nós é defender a todos nós”, diz o texto de justificativa.

A organização exerce, em grande medida, oposição ao novo mandatário. Durante a campanha presidencial no ano passado, Donald Trump destilou seu discurso de ódio contra imigrantes, homossexuais e outras minorias da sociedade. No ponto crucial da causa, destaca-se o profundo desrespeito às mulheres – algumas, inclusive, vieram a público com acusações de assédio sexual por parte do bilionário. Entre as principais polêmicas está um vídeo em que líder eleito diz que, com o dinheiro que tem, poderia fazer “o que quisesse com as mulheres”.