Morre menina de seis anos, filha de brasileira, no atentado em Nice; mãe continua desaparecida

Família, que mora na Suíça, passava férias na cidade francesa. Elizabeth, mãe de Kayla, não dá notícias desde o ataque, que matou mais de 80

O atentado que aterrorizou o mundo na noite de quinta-feira, 14,  em Nice, na França, teve ao menos uma vítima brasileira.  A pequena Kayla,  de 6 anos, passava férias na cidade francesa com a mãe, Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, carioca do bairro de Olaria, zona norte do Rio, quando foi atropelada pelo caminhão, que matou 84 pessoas  –  número até agora confirmado pelas autoridades francesas – durante  a queima de fogos em comemoração a Queda da Bastilha.

O pai de Kayla, Silyan, conseguiu salvar as duas filhas mais novas, Djulia e Kymea, de 4 e sete meses, respectivamente. A informação do falecimento da menina foi confirmada pelo consulado da Suíça, onde a família mora, em Nice. Elizabeth, porém, segue desaparecida. 

“Ela teria sido levada pelos bombeiros para algum lugar que ninguém descobriu. Sabíamos que eles estavam passando férias em Nice, em um hotel próximo ao local onde aconteceu o evento. A Elizabeth sempre conversou muito conosco no WhatsApp, e estranhamos que ela não nos deu mais notícias. Agora ninguém sabe onde minha tia está”, contou  Diego Marinho dos Santos de Souza, 23 anos, sobrinho de Elizabeth, ao G1. 

Diego disse ainda que sua avó, Inês, que é mãe de Elizabeth e também mora na Suíça, tentou ir para Nice, mas os aeroportos estão fechados. Ela decidiu ir neste sábado, 16, de carro, para buscar mais informações sobre o paradeiro da filha. Nos últimos dias, Inês postou nas redes sociais pedidos de oração para sua neta e mensagens de luto. 

Já faz 20 anos, que Elizabeth está na Suíça. As três filhas nasceram no país europeu. Ao lado do marido, suíço, e das filhas, ela foi para França acompanhar a Eurocopa. Antes de voltarem para casa – o que estava programado para acontecer no próximo dia 6 -,  a família resolveu passar um período em Nice.

Em entrevista à Folha, a irmã da brasileira, Ana Cláudia de Assis Ribeiro, que mora no Rio, disse que Silyan, chegou a voltar ao local depois do fim do ataque, mas não encontrou Elizabeth nem Kayla por lá. “Ele está muito chocado. Disse que quando se deu conta do que estava acontecendo, só teve tempo de pegar a Djulia e a Kymea no colo e correr, porque minha irmã e a Kayla já tinham sido atropeladas”, contou ela. 

O cônsul honorário da Suíça em Nice, Marc Thuer, disse à  Folha, que está participando “muito ativamente” da busca por Elizabeth. Segundo ele, durante  o atentado, muitas pessoas perderam seus documentos e isso tem dificultado a identificação das vítimas. Aqui no Brasil, o Itamaraty informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está apurando o caso.