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Marcia de Luca: É preciso buscar aprender com cada adversidade

As coisas começam no momento certo e terminam no instante certo, nem um minuto antes nem um minuto depois

Por Marcia de Luca Atualizado em 27 out 2016, 20h08 - Publicado em 3 mar 2015, 06h10

Após um período de stress, sempre vem uma fase de bonança e ventura. A história da humanidade é cíclica, já reparou? Falo isso porque vivemos hoje tempos de crise, com violência, correria desenfreada, competitividade excessiva, preocupações mil, angústia, insegurança e medo permanentes. A instabilidade do mundo aqui fora pode nos fazer adoecer.

No entanto, a sabedoria milenar indiana nos ensina que as coisas são como devem ser. Não adianta espernear, elas jamais poderiam ser diferentes. Existe uma força maior que rege o Universo conduzindo os eventos de maneira harmônica, mesmo que, aos nossos olhos, isso não seja compreensível – pelo menos não naquele instante crucial e doloroso. Não quer dizer que devemos nos acomodar naquilo que não vai bem: podemos fazer nossa parte pela harmonia do todo. Um começo e tanto é mudar nosso padrão de pensamento e, consequentemente, de comportamento. É preciso buscar aprender com cada adversidade – com qualquer situação, na verdade, seja ela boa ou ruim. Nas horas de aflição, ajudará muito lembrar que as coisas começam no momento certo e terminam no instante certo, nem um minuto antes nem um minuto depois. Em resumo, vale confiar nas leis do Universo – sem, é claro, perder de vista as próprias ações.

É o que eu falo lá em cima: ok, passamos por uma época difícil nos dias de hoje, mas a melhor notícia é que a era de luz está chegando – eu diria que já desponta em um horizonte não muito distante. Esse é o ciclo da vida, afinal. O que precisamos é abrir nosso coração para aceitar que o momento atual é parte da evolução do planeta e da humanidade. Necessitamos de sabedoria para, quando os problemas parecerem grandes demais, não nos esquecermos de que somos parte inseparável e indestrutível de um todo e passamos por igual movimento. Confie que, durante cada momento de escuridão enfrentado, já estão plantadas as sementes de um período novo e esplendoroso. Quando chegarmos ao ponto de acreditarmos nisso de fato, teremos encontrado a legítima paz interior, aquela que habita dentro de nós independentemente do mundo que nos rodeia. Daí a importância de mergulharmos em direção ao âmago do nosso ser, para enxergarmos o que se passa ali e sermos capazes de organizar nossos sentimentos. A realidade fora reflete o que temos dentro. Se estivermos em paz, o mundo à nossa volta espelhará as mesmas ótimas condições.

Um segredo é direcionar nossas energias muito mais para os sentimentos do que para a razão. Sentir é algo que vem do coração. O ato de racionalizar acontece na mente, que é controlada pelo ego – o vilão sobre o qual falei na coluna passada. Apenas deixe rolar, vivenciando o presente com atenção e intenção. Para tanto, dedique-se a uma coisa de cada vez. E encare os períodos mais complicados como momentos de transição, que devem ser aproveitados para crescer. Imagine o seguinte: você, naquele instante, está sendo preparada para a fase emocionante que ainda está por vir. Até lá, esteja presente, seja paciente e sempre consulte o que seu coração lhe revela. Inspire-se nesta comparação que adoro, feita pela escritora americana Marianne Williamson: “O crescimento espiritual é como o parto. Você dilata, então você contrai; você dilata, então você contrai novamente; e, por mais doloroso que possa parecer, esse é o ritmo necessário para alcançar o objetivo final da expansão total”. Entregue-se! 

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