Mãe “empresta” barriga para filho e genro terem gêmeos

Por meio de uma inseminação artificial, Ana Maria realizou o sonho do casal, dando à luz os seus próprios netos

Ana Maria Aranha poderá dizer que carregou os netos no colo e – por incrível que pareça – na barriga. Aos 58 anos, ela participou do desejo do filho, Luis Henrique (32), e do genro, Gustavo Salles (26), de terem filhos. Casados há cinco anos, o casal de Capivari (SP) não conseguiu adotar uma criança e partiu para o método de barriga solidária. Ana Maria se ofereceu para levar a gestação, e o gesto de amor não resultou em apenas uma criança: em outubro tornou-se “vovó-mãe” dos gêmeos Pedro Henrique e João Lucas. “O óvulo não é da minha sogra, é de uma doadora anônima, porque pela lei não pode ser ninguém conhecido do casal”, explicou Gustavo ao G1.

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Todos procedimentos para o nascimento da nova família foram feitos em uma clínica de fertilização em Campinas. Já na menopausa, Ana Maria não tinha condições de produzir óvulos. No entanto, após alguns exames, ficou claro que ela poderia receber a inseminação e ter os bebês. Bastava fazer um tratamento que devolvesse a elasticidade de seu útero. Os embriões de Luis e Gustavo foram inseminados em um óvulo de uma doadora desconhecida.

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 (Foto: Wendel Castro/)

Os noves meses da gravidez de Ana Maria foram tranquilos. A mãe-avó teve apenas diabetes gestacional, devidamente controlada com uma alimentação correta. Dona de uma empresa de confecções, que administra com o Luis, ela contou com o apoio dos familiares e vizinhos após decidir ajudar o filho e o genro. A única resistência que encontrou foi na igreja evangélica que frequentava. “Sou evangélica, frequentava a igreja e comentei com meu líder, mas ele não aceitou e perguntou como eu ia explicar para as crianças quem eram os pais. Eu segui meu coração e senti que não estava cometendo nenhum pecado. Se nasceram e estão bem, é por graça de Deus”, contou ao jornal O Estado de São Paulo.

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Para Gustavo, os bebês uniram ainda mais o casal e a família. E as possíveis manifestações futuras de preconceito ainda estão longe de ser uma preocupação. “Está mudando muito rapidamente. Tudo está se tornando normal. Eu acho que até lá a aceitação vai ser muito maior”, disse o pai.

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