Maceió: um roteiro cheio de charme

A capital de Alagoas é um refúgio para quem sonha com o paraíso, mas não abre mão da boa estrutura

Nunca foi a Maceió? Coloque a capital de Alagoas no seu mapa. É imperdível! Foto: Divulgação

O roteiro oficial de Maceió começa na charmosa orla de Ponta Verde, parte para um passeio de jangada pelas piscinas naturais da Pajuçara, estica até a praia do Francês, segue de barco para a praia do Gunga, recomenda uma parada na feirinha de artesanato, mais outra seção de compras no bairro do Pontal, um almoço na Massagueira e até alguns passinhos de forró. O prazer do passeio é indiscutível, mas pouca gente pensa nesse simpático estado nordestino como principal destino, a ser curtido lentamente.

O ideal é alugar um carro, aproveitando o fato de que as principais atrações concentram-se numa linha reta e de que encontrar onde estacioná-lo não é motivo de preocupação. Caso você não queira percorrer os cerca de 233 quilômetros do litoral do estado em busca de lugares mais distantes, como Maragogi, Japaratinga e a foz do rio São Francisco, pode se esbaldar na capital. Maceió é uma cidade simples, de fácil deslocamento e, além do belo mar azul-turquesa e verde-água, conta hoje com uma estrutura de serviços e restaurantes que seria pena desperdiçar.

Mesmo quem não tem espírito de atleta deve reservar um cantinho na mala para um par de tênis. Caminhar e ficar de bobeira pelos 5,5 quilômetros de calçadão entre a praia de Jatiúca e a de Pajuçara é uma das melhores formas de aproveitar a paisagem da cidade tanto pela manhã, cedinho, quanto ao cair da tarde.

Maceió: um roteiro cheio de charme

Barraca Lopana, na Ponta Verde: o lugar perfeito para um fim de tarde. Foto: Divulgação

A barraca Lopana, na Ponta Verde, é considerada o melhor lugar para fim de tarde aos sábados, quando lota de gente bacana ao som de jazz e música estilo lounge, e também uma alternativa deliciosa para as manhãs de domingo, já que, além de seu disputado deque de madeira com coloridos guarda-sóis decorados com chita, estende seu atendimento à faixa de areia em frente, com um cardápio cheio de sucos feitos da própria fruta, caipiroscas no ponto, saladas e caldinhos. No domingão, vale a pena trocar a tradicional ida de jangada às lotadas piscinas naturais da Pajuçara pelo confortável passeio de catamarã nas piscinas da Ponta Verde, que parte também da Lopana.

Já dominou a cidade? Agora é a vez de, sem pressa ou hora marcada, dedicar-se a explorar os arredores. Experimente conhecer as praias à tarde ou durante os dias de semana, quando as chances de ter uma paisagem exclusiva para você aumentam e o sol banha a areia com um inesquecível dourado. 

É o que ocorre, por exemplo, com a praia do Gunga, um dos cenários mais deslumbrantes do Brasil, segundo o Guia 4 Rodas, cujo acesso pode ser feito tanto por barco, partindo da Barra de São Miguel, quanto de carro, 11 quilômetros adiante, cruzando as terras da fazenda de mesmo nome. Nos finais de semana, até as 15 horas, um mar de cadeiras de plástico ao som de axé toma conta da faixa de areia branca e fina, assim como lanchas, barcos e jet skis pontilham o mar calmíssimo e transparente, fruto da junção das águas da lagoa do Roteiro com o oceano Atlântico. Chegue depois dessa hora, num dia em que a maré não esteja muito alta, e você terá a perfeita materialização do paraíso. O mesmo vale para as badaladas praia do Francês e Barra de São Miguel, a 30 quilômetros de Maceió, no litoral sul.

No meio da semana, não deixe de dedicar pelo menos um almoço ou uma tarde de petiscos em algum dos bares da Massagueira, com acesso pela AL-101 Sul. A pequena vila de pescadores às margens da lagoa Manguaba virou reduto gastronômico obrigatório, com estabelecimentos de estrutura simples e porções generosas de peixes e frutos do mar. Lá, um dos mais tradicionais é o Bar do Pato, cujo destaque, além do camarão crocante, do filé de siri e da posta de arabaiana, é o pato na cerveja. Leve loção antimosquito e não perca o entardecer na lagoa. 

Outro programa imperdível é o passeio de barco conhecido como 9 Ilhas, que parte do Pontal da Barra, bairro que também vale uma visita pelas rendas, expostas para venda na porta das casas. O percurso, que costuma incluir banquete de frutas, segue até o encontro da lagoa Mundaú com a lagoa Manguaba e depois com o mar. Em geral, há duas saídas diárias, uma pela manhã, outra à tarde. Fique com a da tarde: ela é menos procurada e ainda leva de brinde o pôr-do-sol. 

Maceió: um roteiro cheio de charme

Restaurante Hibiscus: ótimo cardápio de petiscos a beira-mar. Foto: Divulgação

Rumo ao litoral norte, há outras boas pedidas de passeios próximos, como a praia de Guaxuma, a cerca de 15 minutos do centro. Embora o mar nesse ponto seja mais agitado, o lugar vale a pena por causa da tranqüilidade e das rústicas barracas com vários quiosques de palha na areia, como o Bar Brasil, que serve os tradicionais petiscos e PFs à base de carne, frango ou peixe, reforçados ao som de MPB, jazz e blues.

Mais à frente, na praia de Ipioca, é a vez de um novo refúgio vip dar o ar da graça: o bar-restaurante Hibiscus. Discretamente localizado dentro de um condomínio, o Angra de Ipioca, com acesso pela rodovia AL-101, o Hibiscus virou point cool de quem quer curtir uma praia com estrutura rústico-chique e boa seleção musical de rock dos anos 60,70 e 80, jazz e MPB. Além das agradáveis mesas de tronco de jaqueira espalhadas pelo gramado, que se funde com a areia, o bar conta também com um irresistível lounge de madeira de frente para o mar, onde é possível espreguiçar-se em um dos sofás brancos, das redes ou poltronas e ficar horas saboreando as caipiroscas de fruta ou petiscos de frutos do mar do cardápio. 

Cerca de 10 quilômetros depois, completando a seleção especial que ainda toma como base Maceió, não poderia faltar uma última esticadinha à praia de Sonho Verde, que oferece a boa estrutura do restaurante de mesmo nome e tem areia fofa e branca e um mar tranquilíssimo para banho.