Jean Wyllys faz apelo emocionado aos pais de homossexuais e transexuais

Faça uma cópia e dê de presente para a pessoa que você ama, e que ainda está sofrendo por não aceitar o diferente

A dor não é só do homossexual, mas também daqueles que não o aceitam. Sofrem a mãe, o pai, o irmão, a irmã, a avó… todo mundo. No colégio, eu ficava imaginando como um amigo gay havia revelado que vivia fora do esquema macho-fêmea. Supunha um dramalhão mexicano na família, uma reação violenta com dor, piti, histeria, enfim. Quando ouvi detidamente o deputado Jean Wyllys falar no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, sobre homofobia e com uma fluência humanística impressionante, conclui que sua mãe se arrebentava de orgulho.

Mas como teria sido para Wyllys encarar aquela mulher que criou os filhos lavando roupa com água de rio e aquele pai, pintor de carros, machista e alcoolizado? Franzino, dado como morto num episódio de diarreia, criado na baiana e pobre Alagoinhas, como abriu a porta do armário? Toda vez que olhava seus vídeos digladiando com os deputados mais rançosos, mantendo um discurso petulante, corajoso e, ainda assim, elegante, a curiosidade voltava.

Então, imaginei que Wyllys pudesse escrever uma carta às mães e aos pais de homossexuais e transexuais para publicar em CLAUDIA. Podia ajudar muita gente. Destravaria o nó no peito que a família carrega por acreditar que sua cria desrespeita o rumo do rio. Encontrei o deputado num fim de noite no restaurante Mestiço, em São Paulo. Perguntei se podia abraçá-lo. Ele me apertou com enorme carinho. Ali não era hora, eu o procurei depois, e ele embarcou prontamente. Entregou um texto sensível bem antes do prazo – e isso se deu às vésperas de ser eleito pela revista The Economist um dos 50 nomes importantes na defensa da diversidade no mundo.

Leia a íntegra da carta aqui.

E se você achar que é o caso, imprima a mensagem, ponha no envelope, dê de presente. Pode ser um divisor de águas na vida de alguém que está sofrendo à toa.

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