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França é o primeiro país a banir utensílios descartáveis de plástico

A notícia foi bem recebida por grupos ambientalistas ao redor do mundo, mas nem todos estão felizes.

Por Redação CLAUDIA Atualizado em 28 out 2016, 02h54 - Publicado em 19 set 2016, 17h29

Foi aprovada na França uma lei que deve banir todos os utensílios de plástico descartáveis, como pratos, copos e talheres, até 2020. O novo material desses utensílios deve ser totalmente biodegradável.

A nova lei acompanha uma lei anterior, de julho deste ano, que retira todas as sacolas de plástico e faz parte do plano de fazer da França um líder mundial na adoção de boas práticas ambientais e na redução de emissão de gases do efeito estufa. 

Com 4,75 bilhões de recipientes de plástico descartados apenas na França em 2015 e aproximadamente 17 bilhões de sacolas de plástico usadas todo ano ao redor do mundo, as novas leis vão tirar a França da dependência de utensílios de plástico.

A lei determinou que as sacolas de plástico devem parar de ser distribuídas nos caixas de supermercados em julho e nos setores de hortifruti a partir de janeiro de 2017.

O fim da distribuição de utensílios de cozinha e pratos de plástico descartáveis deverá ser reforçado em 2020, o que dará aos fabricantes tempo para se ajustar. Os ministros locais estipulam que dentro de três anos, 50% do material usado na fabricação desses utensílios deverá ser orgânico e compostável, e que essa proporção deve aumentar para 60% em 2025.

A notícia foi bem recebida por grupos conservacionistas ao redor do mundo, mas nem todos estão felizes. 

A Pack2Go Europe, organização que representa os fabricantes de embalagem europeus, anunciou que vai combater a decisão, que está infringindo os direitos dos fabricantes. Além disso, eles alegam que a decisão vai tornar os problemas da França ainda maiores, dizendo que os novos consumidores não se preocuparão em descartar corretamente as novas embalagens biodegradáveis após o uso.

Apesar dos problemas com a lei, relatórios reportam que estamos atualmente fabricando 20 vezes mais plástico do que fazíamos há 50 anos, principalmente para embalagem, e espera-se que a produção dobre de novo nos próximos 20 anos. Medidas drásticas talvez sejam tudo o que nos resta.

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