França é o primeiro país a banir utensílios descartáveis de plástico

A notícia foi bem recebida por grupos ambientalistas ao redor do mundo, mas nem todos estão felizes.

Foi aprovada na França uma lei que deve banir todos os utensílios de plástico descartáveis, como pratos, copos e talheres, até 2020. O novo material desses utensílios deve ser totalmente biodegradável.

A nova lei acompanha uma lei anterior, de julho deste ano, que retira todas as sacolas de plástico e faz parte do plano de fazer da França um líder mundial na adoção de boas práticas ambientais e na redução de emissão de gases do efeito estufa. 

Com 4,75 bilhões de recipientes de plástico descartados apenas na França em 2015 e aproximadamente 17 bilhões de sacolas de plástico usadas todo ano ao redor do mundo, as novas leis vão tirar a França da dependência de utensílios de plástico.

A lei determinou que as sacolas de plástico devem parar de ser distribuídas nos caixas de supermercados em julho e nos setores de hortifruti a partir de janeiro de 2017.

O fim da distribuição de utensílios de cozinha e pratos de plástico descartáveis deverá ser reforçado em 2020, o que dará aos fabricantes tempo para se ajustar. Os ministros locais estipulam que dentro de três anos, 50% do material usado na fabricação desses utensílios deverá ser orgânico e compostável, e que essa proporção deve aumentar para 60% em 2025.

A notícia foi bem recebida por grupos conservacionistas ao redor do mundo, mas nem todos estão felizes. 

A Pack2Go Europe, organização que representa os fabricantes de embalagem europeus, anunciou que vai combater a decisão, que está infringindo os direitos dos fabricantes. Além disso, eles alegam que a decisão vai tornar os problemas da França ainda maiores, dizendo que os novos consumidores não se preocuparão em descartar corretamente as novas embalagens biodegradáveis após o uso.

Apesar dos problemas com a lei, relatórios reportam que estamos atualmente fabricando 20 vezes mais plástico do que fazíamos há 50 anos, principalmente para embalagem, e espera-se que a produção dobre de novo nos próximos 20 anos. Medidas drásticas talvez sejam tudo o que nos resta.

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