EUA elegem recorde de mulheres para a Câmara

A nova-iorquina Alexandria Ocasio-Cortez, democrata latina de 29 anos, se transformou na congressista mais jovem da história

De deputadas indígenas e muçulmanas ao primeiro governador homem abertamente homossexual do país, os Estados Unidos elegeram nesta terça-feira (6) uma série de candidatos que fizeram história por seu pioneirismo. As eleições de meio de mandato foram marcadas por um número significativo de mulheres, jovens e candidatos de minorias étnicas e sexuais.

As democratas Ilhan Omar, de Minnesota, e Rashida Tlaib, do Michigan, se tornaram as primeiras muçulmanas eleitas para a Câmara dos Deputados. Omar nasceu na Somália em 1981 e também se consagra como a primeira refugiada somali na Casa. Além disso, em janeiro duas indígenas se sentarão pela primeira vez na Câmara: Deb Haaland (Novo México) e Sharice Davids, que também será a primeira pessoa abertamente LGBT a representar o Kansas no Congresso.

O democrata Jared Polis se tornou o primeiro homem abertamente homossexual a governar um estado americano – o Colorado – ao derrotar o republicano Walker Stapleton com 51,6% dos votos.

Recorde de mulheres

No total, ao menos 98 mulheres foram eleitas para a Câmara dos Deputados nesta terça-feira, um recorde nos Estados Unidos. Já para o Senado, foram escolhidas 12 mulheres, de um total de 35 assentos em disputa.

As mulheres, muito críticas ao presidente Donald Trump, impulsionaram principalmente o avanço eleitoral dos democratas, que conseguiram recuperar o controle da Câmara dos Representantes.

A nova-iorquina Alexandria Ocasio-Cortez, democrata latina de 29 anos e que se transformou na congressista mais jovem da história dos Estados Unidos, é um claro símbolo desse avanço.

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