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Homem mantém esposa cega em cárcere privado

Ele afirma que deixava a mulher presa enquanto estava fora por ciúmes

Por Da Redação - Atualizado em 17 fev 2020, 12h54 - Publicado em 2 out 2019, 18h22

Um homem de 42 anos foi preso pela Guarda Municipal de Ponta Grossa, no Paraná, por manter a esposa, de 27 anos, em cárcere privado. A mulher é deficiente visual e ficava trancada em casa sem acesso ao banheiro e a comida enquanto o marido trabalhava. O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Cruz, disse não saber há quanto tempo a mulher vivia sob essas condições porque ela perdeu a noção do tempo por ser cega.

A vítima perdeu a visão após um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ela tem três filhos, dois de relacionamentos anteriores e que vivem com os pais, e uma menina de 8 anos, do relacionamento atual. Ao sair para trabalhar, o homem deixava a filha na casa de sua irmã. Em depoimento à polícia, a mulher contou que o marido saía pouco depois das 6h e voltava só no início da noite. Ele acorrentava as portas e vedava as janelas e não deixava nenhuma comida para a esposa. Segundo ela, os familiares do suspeito eram coniventes com a situação.

“No começo, ele sempre deixava bolachinha salgada e bolachinha doce. Agora não. Ele me deixava trancada lá dentro e entregava a chave para a irmã dele. Eu reclamava muito, porque não achava certo. Sempre falei, sempre chorei, sempre queixei, mas ninguém deu bola”, afirmou à RPC TV, filial da Globo.

Moradores que participavam de uma palestra sobre violência contra a mulher em uma escola próxima ao local denunciaram a situação à Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal. O marido, que trabalha no Distrito Industrial de Ponta Grossa, voltou para casa assim que soube que havia sido denunciado e, no local, recebeu a voz de prisão.

Em seu depoimento à polícia, o acusado disse que prendia a esposa em casa por ciúmes. Ainda não se sabe se ele responderá em liberdade ou será preso preventivamente pelo crime de cárcere privado qualificado e maus-tratos. A Polícia Civil está ouvindo as testemunhas com a intenção de saber se os parentes do homem, que moram no mesmo terreno, eram cúmplices do cárcere. A vítima foi encaminhada para um abrigo de Ponta Grossa, de endereço não informado, para manter a sua segurança.

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