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Conheça a senhora que após ter descoberto um câncer aos 90 anos, decidiu viajar o mundo

Norma foi diagnosticada com um tumor nos ovários dois dias após perder seu marido Leo, vítima de câncer

Por Débora Stevaux (colaboradora) 1 mar 2016, 17h03

Perder um ente muito próximo ou ser diagnosticada com uma doença incurável aos noventa anos de idade podem ser os principais motivos para que se perca o brilho nos olhos. Poderia ter sido a história de Norma, uma senhora de 90 anos que gosta de chá, quebra-cabeças e cerveja, que dois dias após perder Leo, seu marido com quem estava casada há 67 anos, vítima de câncer, foi diagnosticada com um tumor nos ovários. 

Reprodução/Facebook
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Norma tomando uma cerveja em Ormond Beach, uma praia da Flórida.

 

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Essa reviravolta em sua vida aconteceu em julho de 2015 e poderia ter acabado como todos os outros casos em que o paciente é diagnosticado com câncer, porém a ela disse que não gostaria de fazer uma cirurgia, seguida por radioterapia e quimioterapia; preferiu vender sua antiga casa, que a trazia lembranças doloridas de seu longo casamento e comprar um trailer para viajar pelo mundo. 

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Norma e Ringo no Parque Nacional Grand Canyon, Arizona.

 

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Mesmo numa cadeira de rodas, Norma já está há mais de meio ano viajando estrada afora, acompanhada de seu filho, Tim, sua nora, Ramie, e seu amigo de quatro patas, Ringo. Norma e seus companheiros de viagem já percorreram vários lugares dos Estados Unidos, estão na lista Flórida, Mississippi, Califórnia, Nova Orleans, Dakota do Sul, Louisiana, Novo México, Colorado e Arizona, além vários outros. 

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Norma e seu filho Tim em Orlando.

Parece que voar de balão em Palm Springs, na Califórnia, e se divertir nos brinquedos da Disneylândia, tem feito bem à saúde da senhora: “Ela continua a surpreender a gente. Sua saúde tem melhorado. Acredito que estar se alimentando bem e conhecendo novos lugares está ajudando”, declarou Ramie ao site ABC News. Em sua visita a cidade de Nova Orleans, Norma foi recebida com honrarias no museu sobre a Segunda Guerra Mundial, por ter trabalhado como enfermeira naquela época. “Sinto-me bem. Saio por aí todos os dias empurrando minha cadeira de rodas. Estou muito bem para minha idade”, disse a idosa em um e-mail enviado por sua nora.

Reprodução/Facebook
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Norma, Ringo e Tim em Sanibel Island, Flórida.

 

Ramie também disse que a família se surpreendeu com a repercussão da história: “Passamos os dias com lágrimas nos olhos lendo as centenas de mensagens repletas de carinho e apoio”. Afinal, a página “Driving Miss Norma” já possui mais de 100 mil curtidas. “Conversar sobre o fim da vida não é simples. Então, esperamos que nossa história incentive outras famílias a falar abertamente sobre um assunto tão difícil”, arremata sua nora. 

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