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Fórum discute caminhos para dialogar com quem pensa diferente

Evento promovido pelo Instituto Avon e Itaú Cultural joga luz na violência contra mulheres e meninas

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29 mar 2019, 12h45 • Atualizado em 18 fev 2020, 10h24
Mulheres empreendedoras sociais
 (shironosov/ThinkStock)
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  • Como conversar com alguém que pensa muito diferente de você? Em tempos de polarizações, esta foi a pergunta que guiou a 6ª edição do Fórum Fale Sem Medo, evento promovido pelo Instituto Avon e Itaú Cultural que discute as mais diversas violências contra mulheres e meninas.

    No dia 29, o Fórum convidou comunicadores para divulgar os dados de uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Avon e a plataforma Papo de Homem. Com mais de 9 000 entrevistas com pessoas entre 18 e 59 anos, os números buscam entender sentimentos, emoções, obstáculos e benefícios envolvidos no diálogo entre gente com visões e opiniões diferentes em relação a gênero.

    O objetivo principal da iniciativa é identificar caminhos e oportunidades para a construção de pontes entre os dois lados.

    Assim, descobriu-se, por exemplo, que 70% dos brasileiros acreditam que ter conversas sobre temas de gênero com quem pensa muito diferente é positivo e que 50% gostariam de fazê-lo com mais frequência. No entanto, apenas 20% buscam ativamente quem pensa diferente de si para dialogar. 

    E há alguns obstáculos que dificultam a interação. A agressividade é apontada por 64% como principal causa, seguida por radicalismo e falta de energia. Quase 40% dizem que a falta de empatia do outro lado também é um problema, mas apenas 8% reconhecem que a falta do sentimento em si próprio representa uma barreira.

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    “Há fé no diálogo, mas pouquíssimas pessoas estão ativa e regularmente buscando conversar com quem pensa muito diferente”, diz Guilherme Valadares, criador do Papo de Homem e coordenador da pesquisa.

    Para construir pontes para o diálogo, é imprescindível se atentar à linguagem. “Descobrimos que fazer uma mesma pergunta às pessoas mais resistentes sem mencionar palavras como ‘gênero’ ou ‘feminismo’ aumentou a receptividade de 44% para 75%.”

    O dado sugere que explorar outros usos de linguagens pode ser uma abordagem eficaz. “Não significa invisibilizar ou ignorar termos com carga política necessária, mas sim escolhermos qual a melhor estratégia e comunicação a ser feita em cada local”, argumenta.

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    Para Guilherme, a pesquisa chegou a uma conclusão importante: é preciso que haja mais pessoas ‘construtoras de pontes’, ou seja, que estejam dispostas a ultrapassar barreiras para dialogar de modo não violento, com energia estável e equilíbrio emocional. 

    A pesquisa completa pode ser acessada em papodehomem.com.br/pontes.

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