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Brasileira ganha prêmio Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU

Carla Monteiro de Castro Araújo é oficial da marinha e atua numa missão de paz na República Centro-Africana

Por Da Redação - 25 Maio 2020, 16h08

O Brasil tem grandes heroínas da atualidade, que merecem e serão premiadas. Uma brasileira servindo nas Forças de Paz da República Centro-Africana foi selecionada para receber o Prêmio de Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU 2019.

Trata-se da comandante Carla Monteiro de Castro Araújo, oficial da marinha brasileira atua na Missão de Estabilização Multidimensional Integrada das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA). Também foi contemplada a observadora militar Suman Gawani, do exército indiano. Ela serviu na Missão das Nações Unidas do Sudão do Sul (UNMISS) .

O Prêmio de Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU foi criado em 2016 com o objetivo de reconhecer a dedicação e o esforço de militares das Forças de Paz em promover paz e segurança dentro do contexto de operação de paz, descritos na Resolução 1325 da ONU sobre mulheres.

É a primeira vez que duas militares receberão o prêmio ao mesmo tempo e o segundo ano consecutivo que uma brasileira é laureada. Carla e Suman receberão o prêmio durante uma cerimônia online presidida pelo secretário-geral da ONU António Guterres, marcando o Dia Internacional das Forças de Paz da ONU, na sexta-feira, 29 de maio, às 11 horas (horário de Brasília).

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As premiadas

A comandante Carla Monteiro ingressou no serviço de saúde da Marinha do Brasil em 1997 e trabalhou por mais de dez anos como dentista do órgão. Se formou na Escola de Oficiais em 2012 e por mais de cinco anos atuou na Unidade Médica expedicionária da Marinha, com experiência em gerenciamento de risco e controle de apoio à saúde.

Este prêmio é um reconhecimento pelo trabalho de equipe envolvendo a força da MINUSCA e o componente civil. É muito gratificante para mim e para a Missão ver nossas iniciativas dando frutos”, disse a comandante quando recebeu a notícia. 

A República Centro-Africana, país onde a comandante atua, vive uma violenta guerra civil desde 2013. Isso tem provocado a deterioração da infraestrutura básica, segurança e situação humanitária.

Carla tem servido como conselheira de proteção e gênero na sede da MINUSCA desde abril de 2019. Graças ao seu trabalho, a missão aumentou significativamente o número de pontos focais de proteção de gênero e de crianças. Antes dela, eram 574 ações por mês nas comunidades. Agora são mais de 3.000 por mês.

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Suman Gawani entrou para o exército indiano em 2011, quando se formou na Academia de Treinamento de Oficiais, se juntando às tropas de sinal do Exército. A major é graduada em Engenharia de Telecomunicações do Colégio Militar de Telecomunicação e em Educação pelo Colégio de Pós Graduação do Governo de Dehradun, na índia.  

“Qualquer que seja a função, posição ou nível, é nosso dever como integrantes das Forças de Paz incorporar todas as perspectivas de gênero no nosso trabalho diariamente e nos apropriarmos delas em nossas interações com os colegas e também com as comunidades”, disse a major. 

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