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Aos 93 anos, advogada e ativista feminista Gisèli Halimi morre na França

A filósofa foi uma das atuantes na luta pelo voto de mulheres, direito ao aborto e descriminalização da homofobia

Por Da Redação - Atualizado em 28 jul 2020, 17h25 - Publicado em 28 jul 2020, 15h15

Gisèle Halimi morreu nesta terça-feira (28) na França. A advogada, filósofa e ativista nasceu em La Goulette, Tunísia, e cresceu em um contexto socioeconômico simples, mas que ainda possibilitou dedicar-se aos estudos e debate de gênero, como direito ao aborto e voto feminino, além de lutas para promover a descriminalização da homofobia. A informação do seu falecimento foi divulgada pela agência Fabien Leboucq.

O posicionamento progressista da ativista ia na contramão das ideias conservadoras dos pais, que eram judeus. Na amizade, ela se encontrou. A política Simone Veil e a filósofa Simone de Beauvoir estavam na lista do seu circulo de parceiras de troca e experiência, sendo que de Beauvoir contribuiu com uma introdução para o seu livro Djamila Boupacha. A obra conta a história da militante torturada em 1969. Gisèli atendeu ao caso de Djamila na época que era advogada da Frente de Libertação Nacional da Argélia.

Em 5 de abril de 1971, a revista francesa Le Nouvel Observateur publicou o Manifesto 343, em que mulheres admitiam já ter feito um aborto. Gisèle foi uma das signatárias.  Além disso, Gisèle também defende uma jovem, Marie-Claire, de 16 anos, depois de sofrer um aborto. O caso abriu uma discussão na sociedade sobre o direito ao aborto. Por fim, Marie-Claire foi absolvida.

Anos depois, Gisèle se tornou aliada Partido Socialista e acabou entrando para a política, sendo que em 1981 foi eleita como deputada na França. A nova área de atuação da advogada expandiu o seu combate pelos direitos das mulheres e de LGBTs+. Entretanto, Halimi não concluiu o mandato, mas depois fez parte de importantes organizações internacionais, como a Unesco e ONU.

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