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O designer brasileiro de joias que conquistou Beyoncé

À frente da criação da joalheria Maxior desde o início da marca, o designer Rodrigo Robson dá asas à imaginação para contar histórias através de joias.

Por Marina Pedroso Atualizado em 21 jan 2020, 06h16 - Publicado em 17 ago 2016, 07h00

Acredite se quiser, mas o belo-horizontino Rodrigo Robson já seguia carreira como ator há uma década antes de topar com a paixão pela joalheria. “Um dia, voltando de um ensaio, passei na frente de uma escola de design de joias e acabei me matriculando”, conta. Desde pequeno, a criatividade pulsava em desenhos de vestidos feitos nas paredes de casa.

Além disso, cresceu respirando a pedraria e o barroco mineiro. “O interesse por joias foi orgânico. Apenas transferi o foco criativo”, define. Ao receber o diploma, trabalhava para cinco fábricas. Há dois anos e meio, já em São Paulo, foi convidado pelo grupo América, atuante no ramo da joalheria há mais de 35 anos, para participar da criação da Maxior. Com tecnologia de ponta a seu dispor e carta branca para seguir sua inspiração, o diretor criativo tem tirado de letra o novo desafio, como provam as peças a seguir.     

Felipe Gombossy/ Divulgação
Felipe Gombossy/ Divulgação

Black bird: “Assistia a um show de Paul McCartney quando imaginei este anel.” Anel de prata com ródio e ouro, R$ 3 849.     

Rosa dos ventos: “Para mulheres que têm poder sobre seu caminho.” Anel de praziolita e diamantes, R$ 3 634.    

Amor puro: “Com um fecho frontal que une as duas partes, representa o encontro de corações.” Colar de ouro, R$ 5 249.     

Areia preciosa: “A textura deste anel é inspirada nas praias do Rio.” Anel de ouro e diamantes, R$ 48 639.  

Estrela da Lapa: “A leveza e a luz retratam a boemia da cidade carioca. Beyoncé já usou!” Brincos de ouro e diamantes, R$ 37 768.     

Laços carinhosos: “Esta foi a forma lúdica que encontrei para representar o amor pelos filhos.” Colar de ouro e diamantes, R$ 2 316, tel. (11) 3105 4292.      

IDEIAS EM 3D:

Depois de uma vasta pesquisa, Rodrigo extravasa na criação. “Coloco as ideias para fora sem me preocupar se será possível de ser feito”, diz. Na maioria das vezes, é – graças à equipe e à tecnologia da marca. Em visita à fábrica, em São Paulo, desvendamos como os desenhos ganham vida.

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1. Os desenhos são computadorizados nos mínimos detalhes. Com a ajuda de uma impressora 3D, a equipe chega a um molde de silicone com o formato negativo de cada peça.       

Felipe Gombossy/ Divulgação
Felipe Gombossy/ Divulgação

2. Uma cera é injetada nos moldes, resultando nos protótipos ao lado. Depois de cravejados, eles vão para um forno industrial. As altas temperaturas derretem a cera e, em seu lugar, entra o ouro.     

 

Felipe Gombossy/ Divulgação
Felipe Gombossy/ Divulgação

Felipe Gombossy/ Divulgação
Felipe Gombossy/ Divulgação

3. Hora de aperfeiçoar as peças nas etapas de acabamento, em que são removidas marcas e rugas e feito o polimento, que limpa e dá brilho, além do banho de ródio, que serve como um verniz.     

Felipe Gombossy/ Divulgação
Felipe Gombossy/ Divulgação

Felipe Gombossy/ Divulgação
Felipe Gombossy/ Divulgação

4. Por último, as joias passam pela análise de uma equipe de controle de qualidade e, voilà, estão prontas! São cerca de 80 itens por coleção, sendo que o processo todo dura, em média, de seis a sete meses.     

Felipe Gombossy/ Divulgação
Felipe Gombossy/ Divulgação

HALL DA FAMA:

Mesmo com pouco tempo de vida, a marca já possui uma lista extensa de famosas que usaram suas peças, desde Yasmin Brunet até Lady Gaga, passando por Beyoncé e Michelle Obama. “Não temos medo de ousar no design, no tamanho e no volume. As pessoas que se sentiram atraídas por nós representam essa atitude”, explica Rodrigo.     

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