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Sororidade: entenda a palavra que ganhou destaque em ‘Segunda Chamada’

No 3º episódio da série, a personagem de Débora Bloch saiu em defesa de uma aluna. As cenas foram bonitas de ver.

Por Alice Arnoldi - Atualizado em 15 jan 2020, 08h16 - Publicado em 22 out 2019, 18h46

Atenção, nesse texto você vai ver spoilers do terceiro episódio de “Segunda Chamada”

Essa semana chega ao terceiro episódio a série “Segunda Chamada”, que é exibida na Globo às terças-feiras e chega um dia antes no Globoplay. A trama fala sobre professores e alunos que enfrentam os desafios do sistema público de educação em uma escola noturna destinada a jovens e adultos.

Dessa vez, a série dá foco a conflitos religiosos e ao preconceito vivido por uma personagem que é garota de programa. E, no finalzinho do episódio, Débora Bloch protagoniza uma cena que chama a atenção pela palavra que ela diz: sororidade.

O termo surge quando a personagem da atriz, a professora Lúcia, confronta o empresário Arlindo (Vanderlei Bernardino). Ela o questiona ao saber que a aluna Gislaine (Mariana Nunes) perdeu uma bolsa em um cursinho, que havia ganhado por meio de um concurso de redação. O texto de Gislaine foi eleito como o melhor de todos, mas Arlindo descobriu que a jovem é uma garota de programa que ele conhecia como Vanessa. Isso faz com Arlindo decida dar a bolsa a outro aluno.

Reprodução/TV Globo

Lúcia ouve Arlindo conversando com a esposa no telefone e questiona, de forma retórica, se ele é casado. Irritado, ele pergunta porque ela quer saber e, com os braços cruzados, a personagem de Débora responde: “Sororidade. O senhor já ouviu falar?”

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A palavra tão presente na luta feminista tem raízes no latim: soror significa irmã, como mostra o dicionário Priberam. Com isso, sororidade é um termo definido como “relação de união, de afeição ou de amizade entre mulheres, semelhante à que idealmente haveria entre irmãs” e “união de mulheres com o mesmo fim, geralmente de cariz feminista”. 

Como a própria definição traz à tona, sororidade é a expressão usada para definir o movimento de incentivo à união entre as mulheres.

Ainda que a ideia possa parecer abstrata para muitos, com o argumento de que esse amor deveria acontecer independentemente do gênero, vale lembrar que mulheres nascem inseridas em um contexto social em que, desde muito cedo, somos ensinadas a odiar umas as outras e também a competir entre nós – especialmente para parecer mais bonita e conquistar o suposto “homem dos sonhos”. Por isso, é essencial um movimento pontual e contrário a isso.

Como mostra “Segunda Chamada”, a sororidade é algo que a gente deveria sempre colocar em prática. Gislaine sofre um enorme preconceito por ser garota de programa e não foi rechaçada apenas por Arlindo. Jaci (Paulo Gorgulho), o diretor da escola, e Léo (Leonardo Bittencourt), o filho dele, também a desrespeitaram – e muito. Frente a isso, Lúcia também os repreende.

Quando fortalecemos outras mulheres, a gente está trabalhando no combate ao machismo – o que trás benefícios a todas nós. A atitude da personagem de Débora Bloch ensina ao público o que é a sororidade na prática – e isso é muito bonito de ver.

Unidas somos mais fortes!

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