Otaviano Costa fala sobre a experiência como pai de primeira viagem

O ator Otaviano Costa, casado com Flávia Alessandra, comenta o desafio de viver a Elaine de Morde & Assopra, e cuidar da filha, Olívia

“Eu já queria ter filho há muito tempo”, afirma o ator
Foto: Fabrício Mota

Aos 38 anos, Otaviano Costa vive um duplo desafio. Na ficção, ele é Élcio, de Morde & Assopra, que se disfarça de Elaine. E, para isso, teve de encarar até depilação. “E cílios! Os meus inimigos”, brinca, adorando o papel duplo na trama das 7.

Já na vida real, Otaviano curte sua primeira filha, Olívia, fruto de seu casamento com Flávia Alessandra. E assume: é do tipo babão mesmo.


Como é se vestir de mulher?
Meu lado feminino está amando (risos)! O mérito é da equipe de figurino, maquiagem e efeito. É genial. Como ator, você só tem que fazer um esforço coerente com aquilo que está preparado para que você brinque. Aí, faz um pequeno gesto e já está mulher. É um trabalho delicado, porque, com pequenos gestos, posso me tornar um travesti com jeito masculino, meio andrógino.
 

Teve ajuda de fonoaudiólogo?
Não, por eu ser formado em canto, com experiência com música… Uso melodias. Boto no meu telefone e vou colocando a voz no tom do piano, sem afetação. Aí, vai para um tom baixo, meigo…

Do salto alto se livrou… (risos)?
Escapei, mas olha só: “depiladinha (risos)”.
 

O que a Flávia está achando?
Ela está estranhando. Essa coisa meio lisa demais (risos). Mas sou o tipo de ator que não tem meio do caminho. Se é para a cena, se a dramaturgia pede… Vamos! A cena da depilação foi real. Preferi que fosse assim. O ator não precisa sofrer, mas… Disse: “Vamos ver como é?” A sequência ficou mais interessante. Não dá para ir meio tanque nesse trabalho, tem que ir com o tanque cheio, acelerar e fazer o que for preciso.
 

Otaviano Costa fala sobre a experiência como pai de primeira viagem

Dois momentos: Otaviano Costa deixa a maternidade segurando a herdeira, Olívia, e na pele da tímida Elaine
Foto: Agnews/Divulgação – Rede Globo

Não sente falta do estúdio e do trabalho como apresentador?
São energias diferentes. Adoro fazer o processo de composição de um personagem como esse, assim como amo estar no estúdio com 400 pessoas gritando, brincando… Mas o apresentador é ligar e desligar um botão. Não tem um processo, um estudo… Voltar à atuação é um deleite. Estou feliz na dramaturgia de novo e com fronteiras abertas. E estou com um projeto, na Academia de Filmes, de um longa-metragem meu. Sou ator e comunicador.

E pai (risos).
Ser pai é uma loucura, é quase um alucinógeno olhar para o olho da Olívia. Eu brinco, me perco, choro… E a vida muda. Tudo é para ela, não peço mais nada para mim. A gente muda muito. Eu era um cara muito maluco, não tinha medo de nada. Mas é engraçado que agora está me dando pequenos sintomas de apreensão e de medo, depois do nascimento da minha filha. Teve uma turbulência (no avião) logo uma semana depois que a Olívia nasceu e a primeira imagem que me veio à cabeça foi a dela. Com o nascimento da criança, você se torna mais responsável e calmo.


Ser pai era um desejo antigo?
Sou do “pai futebol clube”. Acho que a coincidência de estar com a Flávia foi genial agora, nesse momento, mas eu já queria ter filho há muito tempo. Foi até bom que a gente não teve logo no início. Aproveitamos para namorar, se conhecer, para a Giulia (filha de Flávia Alessandra e Marcos Paulo) entender quem eu era na vida dela. Do contrário, podíamos ter criado uma situação diferente. Hoje, somos uma família de verdade, Giulia é apaixonada pela Olívia.
 

Você é aquele pai que ajuda ou é do tipo que só faz gracinha?
No início, quando a barra pesou, era difícil não estar junto com a Flávia. Tanto que preferi que a Olívia ficasse no quarto com a gente. Por mim, ficaria até agora. Mas, com a rotina da novela, tudo ficou mais pesado. A gente a tirou do quarto por uma questão profissional. Mas Flávia acordava, eu ia junto, carregava, cuidava… Virei um chato (risos).