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Os segredos da longa união de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert: ‘Em 12 anos, nunca dei uma crise’

Um dos casais mais queridos do Brasil conta à CONTIGO! como mantém o relacionamento intenso - e sem crise, juram!-após mais de uma década juntos

Por Redação M de Mulher - Atualizado em 15 jan 2020, 05h45 - Publicado em 15 abr 2014, 21h00

As diferenças só agregam. Ela é mais geniosa, ele é mais condescendente. Ela não quer engravidar de novo agora, ele respeita. Ele manda na cozinha, ela cede o espaço. Em comum, Fernanda Lima, 36 anos, e Rodrigo Hilbert, 33, têm uma paixão ainda tão forte um pelo outro que, 12 anos depois do dia em que se conheceram, não conseguem se desgrudar. Tudo começou no dia 21 de abril de 2002, como Rodrigo faz questão de lembrar, após uma noite ¬de troca de olhares. Um hábito que até hoje eles mantêm para que a rotina com os filhos, os gêmeos João e Francisco, 6, não interfira na relação. “Todos os dias olho para ele e agradeço a Deus”, derrete-se Fernanda. Problemas na relação? Talvez o fato de ele nunca ter comprado um buquê de flores para ela. Mas, pensando bem, quem liga para isso? “Não é, amor?”, diriam eles, fazendo carinho um no outro durante entrevista nos bastidores da nova campanha da Lux.

Foi amor à primeira vista ou tesão à primeira vista?
Fernanda – Para mim, foram as duas coisas. A gente se encontrou em uma festa na beira da praia e, quando olhei, logo senti uma coisa especial. E, desde esse primeiro sentimento, acho que nunca me enganei, porque até hoje há muito amor e muita atração entre a gente.
Rodrigo – Inclusive, o primeiro contato foi de pé com pé, lembra, amor? Estávamos sentados na areia, conversando com um grupinho, e eu fui me aproximando dela com o pezinho assim, ó (imita se esticando todo).

Quem seduziu quem?
Fernanda – Isso aí do pé já foi de manhã. Foi uma noite inteira só de olhares.
Rodrigo – Ela dava umas fugidinhas.
Fernanda – Ele já era lindo assim, cobiçado. Eu não ia ficar dando mole a noite inteira, então ficava meio de longe…

E como ainda mantêm essa chama?
Rodrigo – Ah, é muito amor, muita paixão…
Fernanda – O dia a dia leva você para um lugar de quase preguiça. Você está sempre com a mesma pessoa, na mesma cama, na mesma hora, basicamente de pijama. E não é diferente com a gente, mas estamos sempre ligados em ter um tempo para nós dois. Os filhos dão uma emperrada no sexo do casal, pois eles pedem atenção contínua e os pais acabam virando reféns disso. É importante não nos sentirmos culpados porque vamos passar uma noite ou uma semana longe deles. Uma vez por semana jantamos fora, só eu e ele. Nada demais, mas só pelo fato de estarmos a sós já é um jantar romântico. Às vezes nos encontramos às 4 ou 5 da tarde em casa, sem as crianças ou a empregada lá. Aí aproveitamos para ficar juntos, ir para a cama…

Os segredos da longa união de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert: 'Em 12 anos, nunca dei uma crise'

“Adoro quando ela fica pendurada em mim… me mordendo, me pegando” Rodrigo Hilbert
Foto: Xico Fuster

O que um faz para seduzir o outro?
Fernanda – Para seduzir o Rodrigo…
Rodrigo – …Basta ela me olhar.
Fernanda – Mas existem as roupas que ele prefere que eu use. Shortinho, por exemplo (risos).
Rodrigo – Às vezes sou eu que escolho as calcinhas.
Fernanda – Se deixar, acabo só saindo de calcinha cor da pele para trabalhar. E, realmente, homem não gosta de calcinha cor da pele. De vez em quando tem que botar uma rendinha… Na nossa última viagem, até comprei um sutiã vermelho, umas coisinhas mais bonitinhas para agradar.
Rodrigo – Já eu faço tudo para seduzi-la o dia inteiro. Adoro quando ela fica pendurada em mim, de gana. A gente chama gana. Ela fica me mordendo, me pegando. Então faço de tudo para ela fazer isso o dia inteiro comigo. Não é, gatinha? Estou sempre querendo chamar a atenção dela.
Fernanda – E chama, não é? Porque, como pode ver, ele é pouco chamativo.

E ciúme? Existe?
Rodrigo – Tenho muito!
Fernanda – Essa história de Musa da Copa mexeu com ele.
Rodrigo – Eu sou ciumento, mas me controlo. Nossa, em 12 anos, nunca dei uma crise por nada!
Fernanda – O importante, e a gente vê muitos casais se darem mal por causa disso, é não provocar ciúme para atingir o outro. Faz mal para as duas partes. Casal que compete entre si também atrapalha muito, essa mania de um querer provar que é melhor do que o outro. Nunca fomos adeptos desse tipo de coisa. E barraco!? Acho que barraco não é legal. Quanto mais você conseguir ser elegante na relação, melhor.

E cheiros? Vocês têm aquele perfume que um coloca no outro em dias especiais?
Rodrigo – Na verdade, eu sempre pedi para ela não usar perfume.
Fernanda – O cheiro do pós-banho é o melhor de todos.
Rodrigo – Eu acho que até o cheiro dela antes do banho é gostoso (diz fazendo carinho na perna dela).

O que você cozinha para seduzir a Fernanda?
Rodrigo – Ultimamente tenho feito sopas com soba, uma massa japonesa. Mas varia. E a Fernanda cozinha muito bem, só que eu me meto em tudo e aí ela não gosta.
Fernanda – Ele começa a dizer “faça isso” ou “faça aquilo”. Aí eu digo “faça tudo logo”. Eu sou muito bagunceira na cozinha. Ele fala que eu tenho que cozinhar e limpar ao mesmo tempo. Mas como vou cozinhar e limpar (risos)?

Os segredos da longa união de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert: 'Em 12 anos, nunca dei uma crise'

“Com o consentimento mútuo, sim, vale tudo. E estamos até bem soltinhos” Fernanda Lima
Foto: Xico Fuster

Entre quatro paredes vale tudo?
Rodrigo – Vale tudo o que a gente gosta. Não tem que forçar ninguém a nada.
Fernanda – Existem limites. O gosto de cada um. Mas a gente é bastante livre. Acho que, com o consentimento mútuo, sim, vale tudo. E estamos até bem soltinhos, não é, amor?

Fernanda, você já falou que levou uns brinquedinhos do programa Amor & Sexo (Globo) para casa…
Rodrigo – Não chegaram (risos). Aquele balanço, por exemplo. Já estou com a furadeira pronta para instalar!
Fernanda – Pare, amor (risos)! Levei coisas mais para homem. Ele não usou nada. Uma vez me deram uma caixa com cinta-liga, algeminha… Aí a gente tentou fazer uma brincadeira, mas eu comecei a rir. Não funcionou. Outro dia fui arrumar o guarda-roupa e vi a algeminha. Aí pensei: “Meu deus, o que devem achar?” Até parece que eu uso algemas, essas coisas, mas nada. A gente é bem normal. Mas quem olha pensa: “Nossa! Esse casal deve ser uma loucura! Olhe a algema deles!”

Qual a maior surpresa romântica que um já fez para o outro?
Fernanda – Um dia ele estava em Portugal e era aniversário dele. Bati na porta do quarto de surpresa às 5h.
Rodrigo – Eu não me lembro da minha. Lembre aí, amor, o que eu já fiz.
Fernanda – No meu aniversário, vocês fizeram aquele bolo para mim.
Rodrigo – Ah! E já dei flores pra você!
Fernanda – Não vem mentir. Você nunca me deu um buquê!
Rodrigo – Quando a gente vai para a fazenda, eu cato um monte de flor.
Fernanda – Isso é verdade. Porque um buquê de flores você nunca deu.
Rodrigo – Falei flores, não um buquê (risos).

Como vocês lidam com a beleza um do outro?
Fernanda – Todos os dias olho para ele e agradeço a Deus. Gosto da beleza dele, mas o mais importante é como ele lida com isso. Porque não basta ser belo e ficar na cama só se olhando. A gente nem tem espelho no quarto. O Rodrigo tem que se amar, se cuidar, mas é bom saber que ele lida de uma forma tranquila com isso. É até meio largadão. Sabe que é bonito, mas não explora isso.
Rodrigo – Buscamos mais a saúde mesmo. Adoro praticar esportes. Sou viciado em correr, jogar vôlei, futebol, andar de bicicleta… E que bom que temos essa coisa saudável. Não estamos com joelho ferrado, dor na coluna… Beleza, para nós, está mais ligada a isso.

Os segredos da longa união de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert: 'Em 12 anos, nunca dei uma crise'

À esq.: 2002 – Ainda no começo do namoro, os dois circulam juntos pelo Fashion Rio. Na época, Rodrigo trabalhava mais como modelo e estava com o cabelo rastafári por causa do desfile da Sandpiper. À dir.: 2002 – Em um dos primeiros programas públicos a dois, com apenas três meses de namoro, eles dançaram em um show na praia de Ipanema, quando Rodrigo exibiu sua tatuagem de Bob Marley.
Foto: Roberto Valverde/Marcus Mendonça

Os meninos também são ativos?
Fernanda – Ah, eles são crianças…
Rodrigo – São 220 volts.

Querem ter mais filhos?
Rodrigo – A gente conversa sobre, mas eu a respeito muito.
Fernanda – Homem sempre quer ter mais, porque não engravida. Eu quero também, mas vou contando o tempo de gravidez, de pós-parto, o tempo que eu tenho que trabalhar também, o momento que eu estou vivendo…

E na hora da briga? Quem demora mais para pedir desculpas?
Rodrigo – Ela não pede desculpas! Nem quando está errada!
Fernanda – Sou meio orgulhosa mesmo. O Rodrigo já quer resolver logo, o que é ótimo, porque senão a gente ficaria três dias sem se falar.
Rodrigo – Por mim, é só meia hora brigados.

Dormir brigados, então, não existe?
Rodrigo – Às vezes rola, mas aí eu vou direto nela. Deito na cama e já jogo logo um pezinho por cima dela assim, ó (faz colocando a perna em cima da dela).
Fernanda – Eu tiro só para mostrar que estamos brigados.
Rodrigo – Mas depois ela deixa e aí está tudo resolvido. A gente também não tem essas brigas assim, grandes, não é, amor?

Os segredos da longa união de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert: 'Em 12 anos, nunca dei uma crise'

À esq.: 2008 – Na noite de 18 de abril, uma sexta-feira, Fernanda deu à luz os gêmeos João e Francisco na Casa de Saúde São José, no Rio. Os bebês nasceram de parto normal e dois dias depois eles deixaram a maternidade. À dir.: 2013 – Toda a família vestida de super-herói no aniversário de 5 anos dos gêmeos, no Itanhangá, Barra da Tijuca.
Foto: Sérgio Gallo/AgNews

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