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Marília Mendonça diz que sofreu bullying e fala de suicídio

Após assistir a série "13 Reasons Why", cantora revelou suas próprias experiências de abuso psicológico

Por Da Redação - 28 Maio 2018, 20h00

A cantora Marília Mendonça utilizou sua conta no Twitter para fazer um relato sobre sua experiência pessoal com o bullying e para falar sobre um assunto delicado, o suicídio.

No último domingo (27), por meio de tuítes na rede social, a sertaneja ressaltou a importância da série 13 Reasons Why para pais e adolescentes. “A falta de diálogo é causa de grandes problemas na atualidade (…) Culpar a escola é complicado. Se eu tenho a minha família em casa e ela não me vê, não se importa, por que a escola se importaria?”, escreve a artista em referência à história da produção da Netflix em que a protagonista se suicida após episódios de bullying no ambiente escolar e a instituição de ensino é tida como uma das responsáveis por negligenciar a vida da adolescente.

“Tenho experiências com bullying desde quando nem existia esse termo para representar. Chegava em casa e contava tudo para minha mãe. Ela revirava o mundo até que resolvessem o problema”, relatou Marília.

A cantora ainda aproveitou para dar conselhos a quem passa por uma situação semelhante à que ela viveu no passado. “Se você tem passado por problemas como bullying, converse com seus pais, com uma tia, com a sua avó, com alguém da sua confiança (…) A adolescência é a fase mais perigosa da vida. Onde a cabeça está um turbilhão. Onde você começa a engatinhar nos sentimentos. Onde você diz seu primeiro ‘te amo’ para alguém que não te ama. Você quer ser aceito. Você quer ser visto. Mas aí, depois você quer se esconder.”

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Marília também fez um apelo àqueles a quem as vítimas de bullying costumam recorrer. “Mães, pais… não nos escute quando a gente disser que quer distância de vocês. A gente não quer não. A gente quer vocês bem aqui pertinho, do nosso lado. Desde o primeiro passo, a primeira vez na escola, a primeira relação sexual, a primeira decepção… Tenham paciência.”

Em seguida, exemplificou como é possível acolher vítimas de bullying a partir da experiência tida com sua mãe. “É normal a mãe ser superprotetora e proibir, sabendo o mal que causa. Mas, a estratégia da minha mãe para conquistar minha amizade, foi me ouvir e aconselhar com sensatez. Ela nunca quis que eu visse ela um monstro. Porque ali naquele coração só tem amor. Pena que alguns pais não demonstrem.”

Por fim, Marília aconselhou os que passam por esse problema a não pensar em suicídio. “Não é uma opção. Você não tem noção de quanta gente te ama e a depressão não te deixa ver. Procure ajuda. Não roube de si mesmo o seu bem mais precioso: a vida.”

“O adolescente deve ser acolhido, receber proteção e apoio, e não castigo”, explicou a CLAUDIA Robert Gellert Paris, presidente do Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio 24 horas pelo telefone 141 e pelo cvv.org.br.

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