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Manuela D’Ávila vira alvo de manterrupting em entrevista no ‘Roda Viva’

A pré-candidata à presidência Manuela D'Ávila foi interrompida mais de 60 vezes na entrevista que deu ao "Roda Viva". Entenda o que é manterrupting.

Por Júlia Warken Atualizado em 16 jan 2020, 12h32 - Publicado em 26 jun 2018, 12h11

Manuela D’Ávila, pré-candidata à presidência pelo PCdoB, esteve no programa “Roda Viva” dessa segunda-feira (25) e o que se viu foi um festival de manterrupting. Em inglês essa palavra é uma junção de man (homem) com interrupting (interrupção) e é usada para explicitar situações em que um ou mais homens fica(m) interrompendo a fala de uma ou mais mulheres, impedindo que ela(s) conclua(m) o que estava sendo dito.

Num dos momentos em que isso ficou mais evidente, o entrevistador Frederico D’Ávila – que é assessor de Jair Bolsonaro – perguntou a Manuela se ela é a favor da castração química. Em resposta, a deputada começou a falar sobre cultura do estupro, dizendo que a solução para o problema está na educação. Frederico não deixou ela concluir o que dizia, introduzindo à conversa uma indagação sobre nazismo e Exército Vermelho – o que nada tinha a ver com a questão do estupro. Além disso, o homem também chegou a dizer que a cultura do estupro não existe. 

Na internet, a entrevista teve grande repercussão e muita gente falou a respeito do manterrupting no programa. 

https://twitter.com/stopassolimaga/status/1011431955575996417

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https://twitter.com/toorugoh/status/1011578964471578624

https://twitter.com/mepoupegabi/status/1011599397577248769

https://twitter.com/irmanariana/status/1011554452652855296

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