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Lyu Arrison, a Yolanda de “Ó Pai Ó

Ator e dançarino Lyu Arrison, a Yolanda de Ó Pai, Ó, não teme rótulos

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 05h14 - Publicado em 16 nov 2009, 21h00

Legenda Lyu Arrison
Foto: César França

Ele é muito gato… Ou seria ela é muito gata? Não tem a menor importância! Seja como for, Lyu Arrison, o travesti arretado de Ó Pai, Ó, além de ser um moreno bonito, de olhos azuis e músculos torneadíssimos por seus mais de 20 anos de dança, ainda esbanja talento na série da Globo, como Yolanda. 

Vivendo com a lésbica Neuzão (Tânia Tôko), ele verá realizado seu sonho de ter uma família completinha: pai, mãe e filho – não necessariamente nos moldes tradicionais. Num lampejo de macheza, Yolanda transa com Neuzão, e a mágica acontece. “Queremos mostrar à sociedade a importância que é ter um filho, construir uma família, sem esses estereótipos de sempre”, explica Lyu, de 30 anos. E completa: “Yolanda é muito aberta a sentimentos. Se expõe mesmo. Torço para ela encontrar um amor, ser famosa, dançar muiiiiiito!”

Mas e a relação com o taxista Reginaldo (Érico Brás)? É puro sexo?
 “Ela tem uma atração por ele, um grande carinho. Mas acho que ainda não é ‘aquela’ pessoa”, observa o ator, lembrando que, pelas dificuldades que Yolanda passou, viver com Neuzão significa também ter uma casa para morar. 

Sem papas na língua

O ator, dançarino e coreógrafo, filho da Bahia, rejeita qualquer tipo de rótulo e restrição às escolhas de cada um. Sua palavra de ordem é respeito. “Heteros, gays, enfim, todo mundo tem que ter mais respeito pelo ser humano. Em Salvador, já melhorou muito, mas ainda existe preconceito” observa o belo, batizado como Arilson Bispo de Freitas, mas que não se encontrou artisticamente no nome. Tratou de ir à numeróloga e aceitou Lyu Arrison, feliz da vida. “Meus orixás também aceitaram”,  festeja o adepto do Candomblé.

Como todo baiano, Lyu adora uma festa: “Onde tiver reagge, eu tô indo! Sou muito simples, ficar no meio do povo é melhor ainda”. E completa: “O Pelourinho é minha casa. Foi lá que dei continuidade ao meu trabalho como dançarino, que comecei quando criança”. 

Para quem não sabe, ele já dançou com a companhia de Débora Colker, fora do Brasil, inclusive. “E não recuso trabalho! Se é digno e tem dinheiro, tô dentro. Novelas, seriados, filmes…Topo tudo. Eu quero é mostrar o que sei fazer de melhor”.


 

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