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Ludmilla fala de situações de racismo que vivencia: “neguinha macaca”

A artista também foi alvo de comentários maldosos nas redes sociais, mas não deixou barato e mostrou que racismo é crime!

Por Alice Arnoldi
Atualizado em 16 jan 2020, 06h14 - Publicado em 26 out 2018, 17h15

“Fala de mim, pensa em mim, 24 horas por dia…”. Se você conhece esse trecho musical, então, com certeza, tem acompanhado a carreira de Ludmilla desde que ela era conhecida como MC Beyoncé, cinco anos atrás. Nesta sexta-feira (26), a cantora relembrou, em uma entrevista à revista “Quem”, o racismo sofrido naquela época.

A dona dos hits “Din Din Din” e “Jogando Sujo” contou que a situação aconteceu numa apresentação em que as pessoas conheciam a sua voz, mas não seu rosto, pois nenhum clipe havia sido lançado ainda.

Eu comecei a cantar no palco e essa moça estava do lado da minha mãe e nem tinha ideia de que eu era filha dela. E a moça falou: ‘Gente, mas essa neguinha macaca que canta essa música?’. Minha mãe só ouvindo isso”. 

Lud explicou que, ao longo do show, a mulher que a insultou começou a curtir a sua apresentação e, no final, quis até conhecê-la. “Quando eu desci do palco, ela pediu uma foto comigo. Minha mãe botou a mão na frente e disse: “Não! Você não vai tirar a foto com a ‘neguinha macaca’”. A moça ficou sem graça e saiu”. 

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Mesmo com todo sucesso conquistado – concorrendo até mesmo à categoria de Melhor Artista Brasileiro, no MTV Europe Music Awards -, com o crescimento nas redes sociais Ludmilla também foi alvo de comentários racistas. No começo, ela não sabia como reagir, mas com o passar do tempo, aprendeu a não deixar esse tipo de situação sem consequências.

Quando aconteceu novamente, entreguei para a Justiça. Aconteceu de novo, fiz a mesma coisa. Quando eles viram que era crime e que eu boto mesmo a chapa para esquentar, começaram a se segurar e agora não tenho mais visto esses comentários. […] Não tem que sofrer, abaixar a cabeça e ir chorando para casa. Essas situações não devem acabar por ali. Aquilo te consome. Se você age contra isso, fica mais leve”, afirmou. 

Mesmo com o histórico de ataques, Lud tem usado as redes sociais, em especial o Instagram, a seu favor e em uma missão importante: de empoderar outras mulheres negras. Ela explicou que as fotos que muitas vezes podem parecer ostentação para terceiros, para ela é uma forma de mostrar a jovens negras que elas podem ser bem sucedidas também.

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“[…] Quando posto meu carro e as roupas de grife, faço para mostrar que o negro também pode ter isso. No mundo em que a gente vive, têm algumas pessoas que não aceitam que existe, sim, negro bem de vida, estabelecido financeiramente e com poder. Tem gente que acha que o negro nunca vai poder chegar a lugar algum. Quero mostrar o contrário”. 

A artista recordou, inclusive, de um episódio fofo com Titi, filha da apresentadora Gio Ewbank com o ator Bruno Gagliasso. A pequena não queria ir ao colégio por causa do seu cabelo. “Daí, a mãe dela mostrou uma foto minha e falou: ‘O cabelo da Ludmilla é igual ao seu. Você não acha a Ludmilla bonita?’. Ela respondeu que sim e foi convencida a ir para a escola”. Representatividade que fala, né? <3 

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