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Jui Huang: não tem pra mais ninguém

Jui Huang se destaca entre os galãs de Negócio da China e conquista o Ocidente com suas cenas de luta

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 11h01 - Publicado em 12 nov 2008, 21h00

O gato se destaca em Negócio da China
Foto: César França

As mulheres se encantam por seu charme oriental e os homens se amarram nas suas cenas de luta. Quem diria… entre tantos galãs, como Fábio Assunção, Ricardo Pereira eThiago Fragoso, o queridinho do público em Negócio da China é o chinês Jui Huang. Antes da novela de Miguel Falabella, sua experiência se restringia a comerciais e ao filme O Amor do Outro Lado do Mundo, com Lucélia Santos e Débora Olivieri, que foi sua fada madrinha. “Sou eternamente grato a Débora. Ela (que em Negócio da China vive Aldira) soube que precisavam de chineses e me indicou”, conta o intérprete de Liu. Na realidade, o ator tirou a sorte grande no biscoito chinês: o ator Anderson Lau, que interpretaria Liu, se machucou durante os treinos e não pôde gravar. Foi aí que Huang fez o teste e entrou para substituí-lo.

Made In China

Nascido em Taiwan, Jui veio com a família para cá aos 2 anos. “Sou praticamente brasileiro, né?”, acredita ele, que fala mandarim fluentemente e acaba de trocar São Paulo pelo Rio. Caçula de três irmãos, ele conta que sempre foi a preocupação da família. “Eu era aquele que todos pensavam: ‘xiii, o que ele vai fazer da vida?’. Dei muita dor de cabeça”, brinca o ator, que é formado em educação física. Bem, pelo menos agora, sua mãe pode respirar aliviada: aos 23 anos, ele se encontrou! “Quero continuar atuando!”, diz o rapaz, que está solteiríssimo.

Logo em seu primeiro trabalho, você pegou um papel importante, que detonou a história da novela. É muita responsabilidade?
Sou o estopim da trama e isso é um peso enorme. Entrei nesse trabalho falando “quero fazer o meu melhor” e se não for o suficiente, que uma força maior, Deus, possa me ajudar. Mas estou satisfeito. Gravamos durante um mês em Lisboa, Macau e Hong Kong. Todo mundo elogiou meu trabalho e estou com uma sensação de dever cumprido, pelo menos, nessa primeira fase. Estou amando e acordo todos os dias pensando que ainda vivo um lindo sonho.

E, afinal, por que Liu roubou tanto dinheiro assim do cassino?
Um bilhão de euros é muito dinheiro para uma pessoa só e ele deve ter alguma intenção que a gente não sabe ainda. Com o tempo, fui desenvolvendo o personagem e você acaba pegando carinho por ele. Então, não acho que ele seja mau. Tá, ele roubou, bateu em um monte de gente, mas não fez isso com maldade, só estava se defendendo.

Você já lutava antes da novela?
Sim, eu já fazia kung fu e um pouquinho de caratê também. Acredito que isso me ajudou a ganhar o papel.

Sua família mantém os costumes da milenar cultura chinesa?
Minha família está em São Paulo há 21 anos e meus pais, que são taiwaneses, acabaram se “abrasileirando”. A gente guarda alguns costumes, sim, mas não seguimos a cultura chinesa rígida. Normalmente, numa família tradicional, um chinês não poderia jamais se casar com uma brasileira, para não ter mistura. Mas meu pai não acredita nisso. Ele fala: ‘Olha, filho, tanto faz, o que importa é ser feliz!’, entende? Meus pais são abertos. Vieram para o Brasil em busca de oportunidades. Aqui eles puderam melhorar a qualidade de vida e nunca mais voltaram para lá.

E como está o mercado para atores orientais aqui no Brasil?
Não há muitos atores orientais no Brasil e algumas pessoas já me disseram que o ramo é bastante escasso. Mas espero que esta novela abra mais portas para mim.

Então, você pretende seguir com a carreira artística?
Eu já fiz muita coisa na vida. Meus pais viviam inseguros e repetiam sempre: “Ele faz isso e não gosta, faz aquilo e não se encontra…” Mas, por conta do filme O Amor do Outro Lado do Mundo, acabei me encantando com a atuação. Falei pra minha mãe: “Me encontrei”.

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