CLIQUE E RECEBA EM CASA A PARTIR DE R$ 14,90/MÊS

Jennifer Aniston desabafa: “Eu não estou grávida, estou farta”

Atriz escreveu uma coluna no Huffington Post sobre como a perseguição de sua vida íntima reflete o pensamento da sociedade

Por Elisa Duarte Atualizado em 21 jan 2020, 07h50 - Publicado em 12 jul 2016, 16h37

Depois de ter uma foto estampada no revista InTouch, Jennifer Aniston resolveu falar.  A revista usou algumas fotos das férias da atriz nas Bahamas para ilustrar uma matéria que afirmava a gravidez da atriz. Sim, pelo simples fato dela exibir uma barriguinha inexistente.  A fofoca pela fofoca.

Cansada, Jennifer Aniston sentiu que era hora de falar. E falou. Escreveu um texto comovente no Huffington Post, com trechos reproduzidos abaixo.

”Começo dizendo que nunca fui de dar ouvidos a fofoca. Não gosto de gastar energia com esse negócio que gira em torno de mentiras, mas eu precisava falar sobre isso. Como não estou nas redes sociais, decidi escrever meus pensamentos neste texto. 

Para deixar registrado, eu não estou grávida, estou farta.

Estou farta desta fiscalização dos corpos disfarçada de jornalismo, de notícias de celebridades. Todos os dias, eu e meu marido somos assediados por dezenas de fotógrafos em frente a nossa casa. Eles miram a câmera para conseguir qualquer tipo de foto, mesmo que para isso, eles machuquem a nós ou a pedestres desavisados.  Mais do que o aspecto de segurança pública quero falar sobre o que essa cultura de tablóide representa para todos nós.

Aqui era onde eu queria chegar: estamos completas com ou sem uma companhia, com ou sem um filho. Nós começamos a decidir por nós mesmas, o que é belo quando se trata de nossos corpos. Essa decisão é nossa, e só nossa. Vamos tomar essa decisão por nós e para que as jovens mulheres neste mundo olhem para nós como exemplos. Nós não precisamos ser casadas ou mães para sermos completas. Nós começamos a determinar nosso próprio ‘feliz para sempre'”

Se eu sou algum tipo de exemplo, então claramente eu sou um exemplo de como a sociedade vê as suas filhas, mães, irmãs, esposas e colegas. A objetificação das mulheres é absurda e perturbadora. O jeito pelo qual eu sou retratada pela mídia e apenas ao reflexo de como vemos as mulheres em geral, medida pelos padrões de beleza. A mensagem de que as garotas não são bonitas a não ser que elas sejam incrivelmente magras, que elas não merecem sua atenção se elas não forem parecidas com supermodels ou atrizes capas de revista é algo que todos nós compramos, desde cedo. É um acordo subconsciente. Nós estamos no comando do nosso acordo. As meninas em todos os lugares estão absorvendo o nosso acordo, passivamente ou de outra forma. 

Usamos o mercado de celebridades para perpetuar esse modo desumano de olhar para as mulheres, focados apenas em sua aparência física, fonte de especulação dos tabloides. os tabloides vivem de especulação Ela está gravida? Ela comeu muito ? Ela está desleixada? Eu costumava ver os tabloides como livros cômicos para não serem levados a sérios. Mas eu não posso mais pensar isso. Porque a realidade é a objetificação da mulher, e eu a experimentei em primeira mão, experimento há décadas. E isso só reflete o modo torto como calculamos o valor da mulher.”

Continua após a publicidade

Publicidade