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De stripper a galã hollywoodiano, Channing Tatum é a preferência feminina global do momento

Estrela de Magic Mike XXL, o ator conta sobre os dias que se despia em clubes de mulheres e sua trajetória até alcançar o status de estrela do time A do cinema norte-americano.

Por Luísa Graça (Colaboradora) Atualizado em 21 jan 2020, 19h36 - Publicado em 22 ago 2015, 11h00

Qualquer pessoa que visite a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, em algum momento estará sujeita a encontrar um famoso. Do nada, você pode cruzar com Ryan Gosling em um café, acabar caminhando próximo a Anne Hathaway no Runyon Canyon Park ou ver Lily Collins num bar qualquer. E eis que, dentro de um elevador de um grande hotel da cidade, quatro mulheres britânicas entram em êxtase e não conseguem se conter. A causa do furor tem um belo par de olhos verdes, corpo cuidadosamente esculpido, sorriso sempre aberto e atende pelo nome de Channing Tatum. “É ele mesmo?”, pergunta uma delas, estupefata e abanando o rosto depois de as três terem visto o homem na sacada de um dos quartos do local. “Ele é tão sexy”, diz a outra, fazendo menção aos passos sensuais que o galã realiza no cinema. É esse o efeito que Channing Tatum, 35 anos, causa nas mulheres.

Logo depois de fazer a alegria das turistas com uma breve aparição, o ator recebeu a reportagem de ESTILO com um forte aperto de mão, sorriso no rosto, cabelo bem penteado e vestindo jeans com jeans. Indiscutivelmente, Channing é um dos homens mais sexy do cinema no momento, no entanto, mais do que seus atributos físicos, seu maior charme é o jeitão modesto e – muito! – divertido. “Dos 13 aos 16 anos eu ia muito a aniversários de debutantes e chegou uma hora em que me cansei de ser o garoto alto, magro e branquelo que ficava lá no fundo da pista, sem dançar com ninguém”, conta. “Foi assim que comecei a dançar. Para chamar a atenção das garotas.” Seus dias de stripper, quando tinha 19 anos, também tiveram algo a ver com as mulheres, mas não para chamar a atenção delas – ironicamente, ele entrou nessa vida para se esquecer da primeira namorada. “Ouvi o anúncio da vaga no rádio e eu tinha acabado de desistir da faculdade e de terminar um relacionamento com a garota que tinha sido minha namorada desde o colégio. Eu queria mergulhar num abismo de loucuras. Precisaríamos de dois dias de entrevista para eu contar tudo sobre o período em que fui stripper. Foi uma forma de sobrevivência, mas, ao mesmo tempo, minha experiência com as mulheres se abriu naquele momento”, conta ele, há seis anos casado com a atriz Jenna Dewan, sua parceira no filme Ela Dança, Eu Danço, e com quem tem uma filha de 2 anos.

E foi esse “abismo de loucuras” que rendeu a inspiração para que o ator coescrevesse o longa Magic Mike, que retrata – adivinhe! – a vida de um rapaz que trabalha na construção civil durante o dia, tira a roupa num clube de mulheres à noite e sonha em ter sua própria marcenaria. Protagonizar o filme elevou o ator ao status de homem mais sexy do mundo (título que recebeu da revista People em 2012), adorado pelas britânicas do elevador e por tantas outras mulheres ao redor do globo. Lançado em 2012 e cheio de números picantes estrelados por Channing e outros bonitões, como Matthew McConaughey, Matt Bomer e Joe Manganiello, o filme foi um sucesso de crítica e bilheteria, rendendo a sequência Magic Mike XXL, que acaba de estrear nos cinemas brasileiros. A continuação, mais leve e cômica, é uma espécie de road movie em que, a caminho de uma convenção de strippers, Mike e seus colegas estreitam os laços de amizade. O longa é também – não podemos negar – um grande festival de tanquinhos sarados.

Atualmente, Channing está na lista A de Hollywood, tem talento genuíno, sabe que é desejado pelas mulheres e, apesar de se fazer de bobo, é extremamente inteligente e confiante – e ainda mantém os pés bem firmes no chão. Ele teve seus dias como stripper e também como vendedor de perfumes, funcionário de uma creche para animais e modelo de marcas como Gap e Dolce & Gabbana, tudo isso antes de se lançar como ator, carreira na qual não tem medo de arriscar. A comédia, por exemplo, o assustava anos atrás. Depois de Anjos da Lei, entretanto, ele passou a curtir a ideia. “Gosto de me testar e tirar algo de bom disso. É como fazer exercícios físicos. Você não quer praticar porque sabe que vai ser trabalhoso, mas se sente muito bem depois de ter feito”, diz, rindo. E, quando o assunto é sua boa forma física, ele volta à comédia. “O segredo é manter uma dieta com cerveja e cheesebúrguer”, brinca. Rapidamente, volta a falar sério e explica que, sim, entende que seu corpo em dia é importante para manter o status e o estrelato que ele alcançou. “Saber que milhares de pessoas no mundo vão me ver de bunda de fora serve como motivação, mas a verdade é que estar com o corpo bonito faz parte do meu trabalho. Durante um dia comum, eu tenho muito mais tempo para me exercitar do que qualquer pessoa que precisa trabalhar em um escritório das 8 às 17 horas.”

Mais que um tanquinho bonito

Com interpretações aclamadas em diferentes tipos de filme, Channing vem provando seu talento nas telonas.  

  • Ação. Channing não usa dublês em cenas perigosas, como nas dos filmes G. I. Joe. Agora, ele se prepara para viver um herói da Marvel em Gambit, que deve estrear em 2016.
  • Drama. De Terapia de Risco ao aclamado Foxcatcher, o ator mostra que seu talento vai além de filmes água com açúcar, como Para Sempre e Querido John.
  • Comédia. Ele fez o público chorar de rir em Anjos da Lei. E no próximo ano vem mais risada, já que Channing vai estrelar Hail, Caesar!, comédia musical dos irmãos Coen.
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