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Bate-papo com Ângela Leal

A atriz e empresária confessa que morre de saudade de sua eterna Maria Bruaca, da novela "Pantanal"

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 11h29 - Publicado em 5 nov 2008, 21h00

Ângela Leal confessa saudade de
sua eterna Maria Bruaca
Foto: Divulgação
Rede Record/Ronaldo Kohn

Carioca da gema, a atriz e empresária Ângela Leal esbanja simpatia por onde passa. E, sempre que possível, se liga na telinha do SBT para ver a reprise de Pantanal, um estrondoso sucesso da extinta Manchete, que hoje também está conquistando altos pontos de audiência. Na trama, Ângela faz a Maria Bruaca, uma personagem que causou e continua causando polêmica. Sobretudo porque sofre com as humilhações do marido e, a partir do momento em que descobre que ele tem outra família, resolve pagar o traidor na mesma moeda. Um tipo inesquecível para a estrela, tanto quanto as experiências que ela viveu no Pantanal ao lado dos colegas de elenco.

Coleção de sucessos
Em 1970, Ângela, que se formou em Direito para agradar ao pai, acabou fisgada pela TV, e estreou na novela Irmãos Coragem. E não parou mais. No total, foram 24 novelas, várias minisséries, além de filmes e peças. Mas seu maior tesouro é mesmo a filha, Leandra Leal, que vem arrasando em Ciranda de Pedra. De férias da telinha, onde acaba de fazer Amor e Intrigas, da Record, Ângela não pára. Ela vive as delícias da cidade de Búzios, litoral carioca, onde mora, e também é a dona e administra o famoso Teatro Rival, no Rio. Sobre a vida? Veja só o que pensa a estrela: ?Ela tem que ser saboreada momento a momento. O de hoje, o de amanhã, e assim por diante?.

tititi ? Com tanta correria, como fica a vida pessoal?
Ângela Leal ?
Muito chata (risos). Não, imagina… Morando em Búzios, acordo ouvindo o mar e, às 18 h, vejo minha filha, que é ?biscoito fino?, na TV (referindo-se, cheia de bom humor, a Elzinha, personagem de Leandra em Ciranda de Pedra). Como estou mais para um biscoito água e sal, vou levando a vida feliz e sempre pronta para um novo desafio na TV!

Você tem assistido à reprise da novela Pantanal?
Sempre que posso, revivo aquele momento mágico, a maior audiência na TV Manchete… Me arrepia só de lembrar.

E o que pensa sobre Maria Bruaca?
Ela foi e é uma personagem forte e atual, mexe com o imaginário feminino. Tenho saudade dela…

Você tem sido muito parada nas ruas por causa dela?
Sou. E por mulheres de todas as classes sociais. Já ouvi de tudo, desde frases como: ?Isso mesmo, pega o garotão!? (referindo-se ao personagem de Ângelo Antônio), até pessoas que recriminavam a atitude dela.

Tem saudade do clima pantaneiro?

Muita, até das dificuldades que vivemos durante as gravações. Naquele tempo, o Pantanal não tinha nada, telefone, televisão… Mas o arroz de carreteiro, as noites de viola, os banhos de rio, as cenas das mulheres cortando frango e até os pernilongos eram maravilhosos (risos). Chegávamos a passar 15 dias corridos naquele paraíso. E a comunicação era só por rádio, o mesmo, aliás, usado pela Filó (Jussara Freire) e Zé Leôncio (Claudio Marzo).

Sua primeira novela foi Irmãos Coragem, da Rede Globo. Quais as outras que marcaram muito a sua carreira?
Depois dela, me apaixonei pela TV e não parei mais. Adorei fazer O Astro (1977); A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990), que me deu o prêmio de Melhor Atriz pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) com (a personagem) a Velha Biga; Páginas da Vida (2006) e Amor e Intrigas (2007).

E como está a sua vida profissional hoje?
Tenho meu tempo todo tomado cuidando da gestão do Teatro Rival, o teatro privado mais antigo do Brasil, e também da Sociedade Amigos da Cinelândia (ASCI).

 

 

 
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