Barbra Streisand diz que machismo a impediu de ganhar Oscar

Para cantora e cineasta, sexismo de Hollywood dificultou reconhecimento de mulheres diretoras no cinema

Hollywood foi acusada de ser sexista, novamente. Dessa vez, A cantora Barbra Streisand, 75 anos, afirmou que o machismo de Hollywood a impediu de ser indicada ao Oscar de Melhor Diretora.

“Eles não queriam ver uma mulher diretora [de um filme].”, disse a cantora e cineasta em entrevista realizada durante o Tribeca Filme Festival de Nova York.

Apesar dos três filmes que dirigiu Yentl (1983) e Príncipe das Marés (1991) terem recebido, ao todo, 14 nomeações ao Oscar – o primeiro longa concorreu a seis Oscar, ganhando a estatueta de Melhor Trilha Sonora Original, o segundo disputou em sete categorias, perdendo em todas – nenhum deles foi indicado à estatueta de Melhor Diretora.

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Para Barbra, a baixa representatividade de mulheres nas indicações para ao prêmio de Melhor Diretora acontece porque as críticas às produções – principalmente as femininas – comandadas por mulheres focam muito mais nos erros dos filmes e não na mensagem que pretende-se passar. “Nenhuma crítica se interessava no quê o filme queria falar (…) Não se tratava de uma avaliação sobre o que o filme dizia respeito – ou uma celebração de mulheres e tudo o que essa crítica poderia ser.”

De acordo com levantamento feito pelo Daily Mail, das 89 edições do Oscar 440 pessoas foram indicadas ao prêmio de Melhor Diretor e somente quatro delas eram mulheres – sendo apenas Kathryn Bigelow a única representante feminina a ganhar a disputa, em 2010, por seu trabalho em Guerra ao Terror.