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Ator de ‘Todo Mundo Odeia o Chris’ conta sofrer de doença crônica

Tyler James WIlliams, que interpretava o Chris, sofre da Doença de Crohn, que atinge o sistema gastrointestinal

Por Ligia Helena Atualizado em 20 jan 2020, 20h34 - Publicado em 15 fev 2017, 08h09

O ator Tyler James Williams, que interpretava o personagem Chris na série “Todo Mundo Odeia o Chris” compartilhou ontem em seu Instagram uma foto se declarando para a namorada Anastasia Baranova. Na legenda da foto, que mostra Anastasia dormindo em um sofá, ele conta dos problemas que tem enfrentado por sofrer da Doença de Crohn.

https://www.instagram.com/p/BQf2x1WlUIu/?taken-by=willtylerjames

A Doença de Crohn é inflamatória e afeta principalmente o intestino, mas pode atacar todo o sistema gastrointestinal. Embora, de forma geral, as pessoas que têm Doença de Crohn possam ter uma vida ativa e produtiva, ela pode causar alguns problemas como diarreia, cólicas, febre e sangramentos. Esses sintomas variam de leves a graves, e, quando graves, podem necessitar internação e até cirurgias.

>>> Leia também: Como enfrentar a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa

Na legenda da foto, Tyler conta que nos últimos dois meses ele tem feito visitas constantes ao hospital, depois de ter sido diagnosticado com a Doença de Crohn, e que Anastasia tem oferecido um apoio importante, o acompanhando, conversando com médicos e dormindo até no chão do hospital para ficar ao lado dele. Bonito, né? Veja o texto na íntegra:

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“Alerta de textão na legenda, mas confie em mim, você vai querer ler isso. Nunca consigo tirar essa foto direito, e em todas as manhãs dos últimos 2 meses eu fico frustrado porque não entendo o motivo de não conseguir capturar o que vejo.

Para quem não sabe, entrei e saí de hospitais nos últimos dois meses, depois de ter sido diagnosticado com a Doença de Crohn. Esse post não é sobre mim, então pesquise se estiver curioso sobre o que é isso, mas apenas saiba que estou melhor e me recuperando.

Esse post é sobre essa mulher deitada na cama. Ela me acompanhou em sete idas ao pronto-socorro nos últimos seis meses, em cinco longas internações e em um voo bate-e-volta para o outro lado do país. Conversou e argumentou em meu favor com mais médicos do que consigo contar. Cuidou do meu cachorro, e eu até acho que agora ele gosta mais dela do que de mim.

Deixou o trabalho de lado, me manteve motivado e positivo não importando o quão desconfortável era o procedimento pelo qual eu estava passando naquele dia e nunca deixou o meu lado. Ela dormiu nos sofás do hospital, mas quando não tinha sofá, ela juntava duas cadeiras, e quando não tinha nem cadeira na emergência, ela colocou um cobertor e dormiu no chão do hospital. Tudo isso para que eu nunca acordasse solitário naquele ambiente estranho e desconfortável.

Chamá-la de uma ‘boa mulher’ seria um insulto grave, assim como essa foto é um insulto grave à beleza que está sendo retratada, caso você não tenha lido a legenda. Como jovens adultos, passamos a maior parte do tempo tentando encontrar paz e estabilidade no meio de todo o caos desse mundo maluco. Ela é minha [paz e estabilidade], e toda manhã em que abro meus olhos e o sol nasce, e eu olho para o lado e a vejo, sei que, independente do que acontecer com meu corpo naquele dia, tudo ficará bem.

Feliz dia dos namorados.”

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