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Você é uma mãe superprotetora?

Psicóloga fala sobre a relação entre mães dominadoras e seus filhos

Por Redação M de Mulher 31 mar 2010, 21h00 | Atualizado em 21 jan 2020, 02h59
Foto: Divulgação – Rede Globo
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Ingrid não percebe que sufoca os filhos
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Na novela Viver a Vida, de Manoel Carlos, autor com seu estilo marcante em escrever sobre o cotidiano das pessoas, nos deparamos com sentimentos que nos mobilizam e nos fazem pensar em conhecer mais sobre essas tramas. Ingrid, personagem de Natália do Vale, que vive a mãe dos gêmeos Miguel (Mateus Solano) e Jorge (Mateus Solano), no início da novela, era uma personagem admirada pela sua beleza, seu sucesso profissional, pelo seu casamento estável e os filhos conduzindo bem a vida, em suas escolhas profissionais e suas namoradas, as quais Ingrid aprovava.

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De repente, no decorrer da novela, as escolhas dos filhos começam a sair do controle da mãe, pois ela não aceitou as mudanças das escolhas dos filhos afetivas, do Miguel que passa a ficar com a namorada do irmão, Luciana (Aline Moraes), agora uma ex-modelo tetraplégica e de Jorge, que se apaixona por uma garota de programa, Myrna (Aline Fanju).Ingrid passou a viver às voltas com seus filhos, não conseguindo dormir antes deles chegarem em casa, os controlando pelo celular, fazendo chantagens e abandonando o marido. Esse comportamento é típico de mães superprotetoras e são bastante comuns na vida real. É natural as mães se preocuparem com os filhos, mas, quando essa preocupação passa a ser exagerada, o amadurecimento natural dos filhos pode ser comprometido, impedindo a eles de se tornarem adultos e terem suas próprias decisões na vida.

É comum até que eles não se casem. Chamamos esse fenômeno de “síndrome da cegonha”, o oposto da mais conhecida “síndrome do ninho vazio”, na qual a mãe sente uma enorme dificuldade em lidar com a saída dos filhos de casa. Caso você se identifique com a Ingrid, você certamente é uma mãe superprotetora. Então, é aconselhável que você procure um profissional especializado para ajudá-la a superar esse sofrimento. Procure também encontrar o que lhe dá prazer e bem-estar. Dançar, ter um grupo de amigas e namorar o marido são ótimas práticas para enfrentar essa difícil situação. Os filhos sempre voltarão, mas, com suas próprias escolhas e famílias, podendo perpetuar o tão nobre sentimento de mãe: o amor incondicional.

Fátima A. Bittencourt
Psicóloga, terapeuta de família, consultora em comportamento e diretora do Grupo Sanare.

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