Empenhadas com o resultado, secamos 59 kg juntas

Éramos o espelho uma da outra. Ao olhar pra minha irmã, eu sabia o que precisava mudar em mim. Juntas, unimos forças para não desanimar

Estávamos cansadas de sermos  chamadas de gordinhas. Resolvemos mudar e conseguimos!
Foto: Juliana Coutinho

A história da Gabrielle

No Rio é comum ficar muito tempo sem usar calça jeans. Cariocas estão sempre de saia ou vestido. Por isso, levei um susto quando fui comprar um jeans e o único tamanho que me serviu foi o 48. Aquilo acabou comigo! E o golpe foi duplo: minha irmã gêmea, Carolina, estava na mesma situação. Ultrapassamos os 85 quilos!

Aos 8 anos, eu e a Carol já éramos gordas. Entramos na adolescência pesando cada vez mais. Devagar e sempre. Aos 17 anos, alcancei os 87 quilos. A Carol chegou aos 85. Então, fomos comprar aquele jeans…

Calça 48 ou regime

Depois do susto na loja, ainda demoramos dois meses para entrar na academia. Ainda bem que tomamos essa decisão juntas! Combinamos que uma seria a parceira de regime da outra.

É esse o segredo da nossa dieta: ter uma cúmplice para não desanimar nas horas difíceis. De resto, fizemos o básico: criamos um cardápio depois de pesquisar na internet e decidimos levar a academia a sério.

Personal amiga

Nossa personal trainer nos ajudou a não desistir. Ela dizia pra gente não pensar que tínhamos que perder 30 quilos, senão desanimaríamos. A Hérica incentivava um passo de cada vez: primeiro perder cinco quilos, depois mais três e depois outros cinco. E foi assim, aos poucos e com muito suor, que chegamos na nossa meta.

A Carol perdeu 29 quilos. Eu, 30. Hoje, eu peso 57, e ela, 56 quilos. Mantemos o peso porque incluímos os exercícios na nossa rotina e aprendemos a comer menos. E o jeans 38 vestindo direitinho é sempre um incentivo, né?

A história da Caroline

Eu comecei a dieta duas semanas antes da Gabi e dei o empurrão inicial que ela precisava. Ao mesmo tempo, olhar pra ela era como olhar para mim mesma. Quando estávamos com mais de 80 quilos, eu percebia como a Gabi se sentia mal. E o curioso é que parece ser mais simples notar isso no outro do que em si mesma.

A raiva das piadinhas nos dava ânimo

Na academia, quando uma cansava, a outra ajudava: ”Você quer voltar a ouvir as piadinhas de antes? Quer que fiquem nos chamando de gordinhas?”. Eu pensava nisso e me enchia de raiva. E, confesso, era esse ódio que me dava mais ânimo pra andar na bicicleta da aula de spinning ou resistir ao doce na hora errada.

Hoje, quando penso nos dias em que tivemos forças para ir malhar mesmo quando estava frio ou chovendo, sei que tudo valeu a pena. Agora, olho para a Gabi e vejo que ela está bem e bonita, e sei que eu também estou.

Usamos roupas que nunca havíamos imaginado vestir. Mostramos as costas, as pernas, a barriga! O complexo ficou pra trás, e eu tenho orgulho da nossa vitória!