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Thomas Edison criou “telefone” para falar com espíritos

Nos anos 1920, Thomas Edison confessou ter tentado (de forma científica!) contatar os mortos.

Por Giovana Feix
28 out 2016, 16h22 • Atualizado em 21 jan 2020, 03h02
American inventor Thomas Edison at work in his laboratory, 1917. (Photo by Keystone/Hulton Archive/Getty Images) (Keystone / Freelancer/Getty Images)
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  • Ele é conhecido, principalmente, por ter inventado a lâmpada elétrica incandescente – e contribuiu também para a existência do cinescópio e do telefone. Poucos sabem, no entanto, que Thomas Edison passou um bom tempo de sua vida tentando se comunicar com os mortos.
    Em entrevista à American Magazine nos anos 1920, o inventor chocou o público quando disse: “eu tenho trabalhado por algum tempo na construção de um aparato para ver se é possível, a comunicação com personalidades que já deixaram este mundo”.

    Conhecida como “telefone dos espíritos”, sua suposta invenção gerou muita polêmica na mídia da época. Será que era verdade? Será que era boato? Será que era mágico?

    Segundo o próprio inventor, o tal telefone não funcionaria por “força oculta, mística, misteriosa ou esquisita (…), e sim por métodos científicos”.

    Edison's Telescribe
    De acordo com o site norte-americano “Atlas Obscura“, em 2015, o jornalista francês Philippe Baudouin encontrou uma versão rara dos diários do inventor em um sebo. Ali, pode ler que, de fato, Edison tinha desenvolvido uma teoria complexa sobre o mundo dos espíritos – e sobre como seria possível contatá-lo.

    Enquanto ainda estava vivo, o inventor virou alvo de chacota por estas tentativas. No entanto, também havia os que, em meio as tantas novidades tecnológicas da época (como são os incríveis casos do telégrafo e dos aviões), o “telefone dos espíritos” poderia ser só mais uma daquelas coisas que, ok, podem ter parecido impossíveis um dia, mas só até que passassem de fato a existir.

    Para Thomas Edison, a vida era indestrutível – e, mesmo quando parecia ter acabado, continuava existindo. Ele acreditava que nossas personalidades também tinham uma manifestação física, feita de pequenas entidades que remeteriam à estrutura do átomo. Depois de morrermos, se seguirmos essa lógica, parece evidente que essas entidades encontrariam uma maneira de se comunicar com os vivos, né? Infelizmente, porém, ele nunca conseguiu…

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