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Revista W.i.t.c.h. deixou saudade e formou geração de bruxinhas

Há mais de 15 anos, as histórias de Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin conquistavam as bruxinhas que existem em nós!

Por Priscila Doneda Atualizado em 17 jan 2020, 11h56 - Publicado em 28 nov 2017, 19h07

Era março de 2002 quando a primeira edição da revista “W.i.t.c.h.” chegava ao Brasil, disposta a conquistar o público pré-adolescente. Até então, não existia nada tão específico para essa faixa etária e a saga “Harry Potter” estava no auge. Era mesmo a ocasião perfeita para uma publicação com conteúdos sobre esoterismo, superstições, bruxaria e feitiços!

“W.i.t.c.h.” foi criada por Elisabetta Gnone, Alessandro Barbucci e Barbara Canepa e já era comercializada na Itália desde abril de 2001. A parceria entre a Editora Abril e a Disney foi adaptada da versão original e acabou se consagrando também no Brasil. Aqui, era vendida mensalmente e cada edição fazia o público aguardar ansiosamente pelas próximas aventuras das personagens e pelos brindes incríveis que acompanhavam as revistas.

Edição 1 da revista W.i.t.c.h., de março de 2002
Edição 1 da revista W.i.t.c.h., de março de 2002 Revista W.i.t.c.h./Reprodução

A sigla “W.i.t.c.h.” reúne o nome de cinco bruxinhas: Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin. Elas viviam na cidade de Heatherfield, frequentavam o instituto Sheffield e tinham poderes relacionados aos elementos da natureza. A água era controlada por Irma; o fogo, por Taranee; a terra, por Cornelia; o ar, por Hay Lin; e Will era a líder do grupo e guardiã do poderoso Coração de Kandrakar.

Veja mais: O que as bruxas têm a nos dizer sobre as mulheres poderosas?

Coração de Kandrakar, brinde da revista W.i.t.c.h.
Coração de Kandrakar, brinde da revista W.i.t.c.h. Revista W.i.t.c.h./Divulgação

Além das HQs, que tinham características de mangá e introduziram muitos leitores ao mundo dos quadrinhos, a revista tinha matérias com assuntos bem variados, lembra? Moda, beleza, saúde, ecologia, filmes, músicas, livros, amizade, testes de personalidade e até mesmo receitas de poções estavam entre eles. Vai dizer que você nunca tentou fazer alguma delas ou que nunca se arriscou com as runas e o tarot, que vieram de brinde?

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Levando em conta o grande sucesso da marca, foi produzida uma série de televisão inspirada na história desse quinteto. Com 52 episódios, ela foi ao ar entre dezembro de 2004 e dezembro de 2006.

Foram 95 edições até que a revista W.i.t.c.h. partisse os nossos corações e chegasse ao fim, em 2010. 

Edição 95 da revista W.i.t.c.h., de dezembro de 2009
Edição 95 da revista W.i.t.c.h., de dezembro de 2009 Revista W.i.t.c.h./Reprodução

Dois anos mais tarde, foi a vez de a versão original e europeia acabar, na edição 139. W.i.t.c.h. foi vendida em mais de cinquenta países e traduzida em mais de vinte línguas.

Edição 139 da revista W.i.t.c.h. italiana, de outubro de 2012
Edição 139 da revista W.i.t.c.h. italiana, de outubro de 2012 Revista W.i.t.c.h./Reprodução

Depois do cancelamento da revista no Brasil, foi criado o SOS W.I.T.C.H., que se dedica a traduzir quadrinhos que não vieram para o país. O grupo dedica o trabalho para que antigos fãs das bruxinhas possam continuar acompanhando as bruxinhas e também para que novos leitores conheçam suas mágicas aventuras.

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