5 projetos liderados por mulheres negras para conhecer

A ideia é fortalecer suas semelhantes por meio da valorização da liberdade e autoestima

Analisando toda a história da população negra, as mulheres sempre tiveram o posto de empreendedora antes mesmo dessa palavra entrar no dicionário. Elas recorriam aos trabalhos informais para garantir uma renda extra para a família, sendo que em muitas vezes esses serviços eram sua única fonte financeira. O tempo passou e a história se repetiu. Atualmente, mulheres negras tocam seus trabalhos e projetos de forma independente, resignificando seus espaços na sociedade.

Para além da parte de empreender, a intenção de muitos projetos feitos por mulheres negras, é fortalecer suas semelhantes trazendo autonomia, autoestima e estimulando-as a caminhar com mais firmeza. Com trabalhos impactantes, elas estruturam seu ciclo social e movimentam outras mulheres negras. Conheça cinco projetos liderados por mulheres negras! 

Feira Preta

Idealizada e realizada por Adriana Barbosa, a Feira Preta é a maior rede de empreendedores negros no Brasil. Em sua última edição, que aconteceu no centro de São Paulo, o evento recebeu mais 50 mil pessoas. Já são 18 anos movimentando marcas e fortalecendo negócios envolvendo negócios dos ramos de tecnologia, arte, literatura e música. A feira já reuniu 1.200 expositores do Brasil e da América Latina e movimentou nesses 18 anos  5 milhões em produtos e serviços do universo afro. Para saber a programação da edição deste ano, que inclusive conta com eventos hoje, acesse aqui.

Odara School – English for Black Girls

 (Reprodução/Facebook)

Aprender uma nova língua era algo distante para jovens periféricos pela falta de acessibilidade e custos altos de escolas particulares. Foi pensando nesse conhecimento, que dificilmente é disponibilizado às mulheres negras, que nasceu a Odara School, um projeto idealizado pela escritora e poeta  Ryane Leão. Ela começou na sala de sua casa, com poucas pessoas, até que expandiu para o centro de São Paulo, onde agora fica a rede Odara, que já conta com mais 300 alunas. O curso é exclusivo para mulheres negras e focado em autoras e conteúdos da cultura afro-americana. Além de ensinar um novo idioma, a intenção é fortalecer a autoestima de suas alunas, sendo uma rede de apoio e emancipação.

 

TPM – Todas Podem Mixar

A paixão pela discotecagem levou a DJ Míria Alves a buscar por mais representatividade feminina no mundo do Hip Hop. Em 2017, nasceu o projeto TPM – Todas Podem Mixar, que tem o objetivo de inserir cada vez mais as mulheres ao universo dos discos, que ainda é majoritariamente composta por homens. Míria ensina todas as técnicas que aprendeu ao longo de sua carreira, tendo 12 edições do projeto e cerca de 150 alunas formadas por ela.

 

Doula a Quem Quiser

 (AdoulasRJ/Reprodução)

Com o objetivo de promover informação sobre a gestação, parto e puerpério as futuras mães, o projeto Doula a Quem Quiser, da Associação de Doulas do Rio de Janeiro, tem o foco em mulheres grávidas em situação de encarceramento no Presídio Talavera Bruce e na Unidade Materno Infantil Madre Tereza de Calcutá no Rio de Janeiro. Um dos principais focos do projeto é privá-las de possíveis violências obstétricas, tendo a melhor experiência de parto. Com rodas de conversas e conteúdos de fácil entendimento, o projeto atua para a autonomia e protagonismos das parturientes negras.

Afreekteck – Mulheres Negras no Centro

O projeto, feito pelo Movimento Black Money, visa democratizar o ensino de mídia empreendedoras para as jovens e mulheres negras. Totalmente gratuito, o curso imersivo é focado em empreendedoras que querem melhorar seus negócios, além de profissionais que buscam especialização para o mercado de trabalho. Cada turma tem 75% de mulheres negras e outros 25% serão voltamos para pessoas de outros gêneros ou com algum tipo de deficiência.

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