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Morre o cineasta Zé do Caixão, aos 83 anos

Ele foi vítima de uma broncopneumonia e faleceu em São Paulo.

Por Da Redação - 19 fev 2020, 19h25

José Mojica Marins, mais conhecido como o Zé do Caixão, morreu nessa quarta-feira (19) em São Paulo. Ele tinha 83 anos e não sobreviveu a uma grave broncopneumonia.

Zé do Caixão é considerado o pai do terror no Brasil. Além de dirigir e roteirizar, ele também atuava em seus filmes.

O cineasta tornou-se uma figura cultuada, especialmente pelo fato de contar com pouquíssimos recursos para realizar seus filmes. Por outro lado, Zé do Caixão era um homem notoriamente misógino e isso se traduz com muita clareza em sua obra. Objetificadas, humilhadas, estupradas… as mulheres são sempre tratadas com desprezo em seus filmes.

“À Meia Noite Levarei Sua Alma”, lançado em 1964, é o trabalho mais célebre de Mojica. Também foi o primeiro filme em que ele interpretou o coveiro Zé do Caixão. Na trama, o personagem estupra uma vizinha, pois sua esposa não consegue engravidar. A mulher violentada, então, deseja suicidar-se, a fim de regressar do mundo dos mortos e levar a alma do estuprador.

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Sempre disposto a chocar o público, especialmente as pessoas que o ridicularizavam pela baixa qualidade de seus filmes, Mojica também resolveu se aventurar nas produções de sexo explícito.

Com a pretensão de “revolucionar o pornô”, lançou o primeiro filme nacional com cena de zoofilia, em 1985. Em “24 Horas de Sexo Explícito”, uma mulher transa com um pastor alemão. Dois anos depois, lançou “48 Horas de Sexo Alucinante”, pornô em que a zoofilia também está presente.

Entre 1958 e 2014, Mojica lançou mais de 50 longa-metragens.

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