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Morre João Donato, ícone da bossa nova

O multi-instrumentalista foi elementar para a bossa nova, e morre aos 88 anos

Por Adriana Marruffo
Atualizado em 17 jul 2023, 11h37 - Publicado em 17 jul 2023, 11h37

O músico João Donato, um dos maiores nomes da bossa nova, morreu na madrugada desta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, aos 88 anos, em decorrência de uma série de problemas de saúde confirmados pela família. Donato foi uma presença inigualável do movimento, sendo pianista, compositor, arranjador e parceiro musical de seus principais expoentes, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto

“Hoje o céu dos compositores amanheceu mais feliz: João Donato foi para lá tocar suas lindas melodias”, anunciaram suas redes sociais. “Agora, sua alegria e seus acordes permanecem eternos por todo o universo.”

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A carreira de João Donato

Nascido em Rio Branco, no Acre, João Donato teve a música como paixão desde os 5 anos de idade, quando ganhou um acordeão de presente. Apaixonado pelo instrumento, ele já estava compondo suas primeiras músicas aos 8 anos. Aos 12, se mudou para o Rio de Janeiro, onde começaria, anos mais tarde, sua carreira musical como acordeonista em várias casas noturnas e jam sessions.

Sua carreira solo teve início em 1956, com a gravação do álbum Chá Dançante. O sucesso viria apenas na década seguinte, após ter morado nos Estado Unidos e se integrando à cena da bossa nova no Rio de Janeiro, com o disco Muito à Vontade (1962), que se tornou um clássico imediato dentro do gênero. 

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O compositor também trouxe seu coração em A Bossa Muito Moderna de João Donato e seu Trio (1963), que se tornou uma inspiração para artistas como Gilberto Gil e Martinho da Vila. Sendo sua época de euforia, não demorou para que lançasse álbuns como A Bad Donato (1970) e Quem é Quem (1973), que entraram na lista dos 100 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos realizada pela revista Rolling Stone. 

A carreira de João Donato foi marcada por diversos sucessos, como as canções “A Rã, Amazonas”, “Bananeira” e “Até Quem Sabe”. Além disso, também foi pioneiro na experimentação musical, incorporando sons eletrônicos em suas composições e abrindo caminho para novas possibilidades sonoras. Durante sua carreira, firmou parcerias com nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Cazuza, Aldir Blanc e Jards Macalé. Donato lançou seu último disco, “Serotonina”, no ano passado. 

O compositor foi reconhecido em 2010 com o Grammy Latino, na categoria de melhor álbum de Jazz, pelo trabalho que realizou em Sambolero. Ele também foi indicado à premiação em 2016, na categoria de melhor álbum instrumental com o álbum Donato Elétrico, e em 2022, na categoria melhor álbum de música popular brasileira, com Síntese do Lance.

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