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Marina Ruy e Gagliasso vivem romance no cinema e na TV ao mesmo tempo

Além de estarem juntos em "O Sétimo Guardião", eles também protagonizam "Todas as Canções de Amor", um filme que merece ser assistido.

Por Júlia Warken Atualizado em 16 jan 2020, 05h46 - Publicado em 8 nov 2018, 12h07

Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso em dose dupla no cinema e na televisão? É isso mesmo. A dobradinha inusitada acontece a partir da próxima segunda-feira (12), com a estreia de “O Sétimo Guardião” – isso porque nessa quinta (8) chega às telonas “Todas as Canções de Amor”, filme em que eles também interpretam um casal. Apesar dessa coincidência, a novela e o filme não têm ligação entre si.

“Todas as Canções de Amor” marca a estreia de Marina como protagonista no cinema e de Bruno como produtor nessa mesma área. O filme também é estrelado por Julio Andrade Luiza Mariani

Na trama, Ana e Chico (Marina e Bruno) acabaram de se casar e vão morar juntos em um apartamento antigo, localizado na região central de São Paulo. Ali Ana encontra uma fita cassete e um empoeirado aparelho de som. Ao ouvir o conteúdo da fita, Ana descobre que ela só contém músicas tristes de amor. Quem fez a gravação foi Clarisse (Luiza), num momento em que seu casamento com Daniel (Julio) estava em crise. Isso aconteceu 20 anos antes e as histórias de ambos os casais se intercalam ao longo do filme, tendo o mesmo apartamento como pano de fundo. 

Com uma premissa poética e fértil, “Todas as Canções de Amor” é um filme intimista e envolvente. Mesmo tendo apenas quatro personagens, o longa não é monótono – e isso é um trunfo e tanto. A musicalidade do filme tem um papel importante nesse contexto, mas a história em si e as boas interpretações também fazem toda a diferença, claro. Outro ponto super positivo é que a música brasileira ganha merecido destaque.

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A história de Clarisse e Daniel é a que mais prende, e Luiza Mariani entrega a atuação mais potente do filme. O resto do elenco também faz um bom trabalho e ambos os casais estão em sintonia. Num filme em que há só um cenário na maior parte do tempo e que dá um enorme peso aos diálogos, essa química é importantíssima – e ela não deixa a desejar. O mérito não é só dos atores, mas também de Joana Mariani, que faz sua estreia como diretora de um longa de ficção. A direção musical, que engrandece o trabalho, é assinada por Maria Gadú

“Todas as Canções de Amor” não é um filme com força o suficiente para figurar entre os grandes títulos do cinema nacional, mas é um trabalho que agrega frescor ao portfólio dos filmes brasileiros. Ele traz uma ideia original – ao menos dentre os longas daqui – e muito cativante, aliada a uma execução competente por parte de quem está na frente e atrás das câmeras.

Todas as Canções de Amor/Divulgação

Para além da identificação imediata com algumas – ou todas – as músicas apresentadas, esse é um filme que fala sobre amor de uma maneira capaz de tocar o público. É sobre novos e antigos relacionamentos, sobre atritos que rompem laços e sobre laços que se sobrepõe aos atritos.

Histórias de amor são um grande clichê do cinema, mas elas jamais se tornarão obsoletas e é gratificante se deparam com um filme como “Todas as Canções de Amor”. Ele certamente vai tocar o seu coração de alguma forma, seja pelas paixões de hoje ou por aquelas que só vivem na lembrança – e que voltam a apertar o peito quando a gente resolve ouvir antigas músicas de amor.

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