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Entenda por que a música ‘Delação Premiada’, de MC Carol, é tão importante

Chamada por muitos de "Formation" brasileira, "Delação Premiada" tem dado o que falar

Por Giovana Feix
Atualizado em 21 jan 2020, 07h25 - Publicado em 22 jul 2016, 07h13

Se você ainda não ouviu “Delação Premiada”, da MC Carol, não perca tempo: lançada há uma semana, a letra é muito forte, e envolve verdades que, pra expor, precisam de uma boa dose de coragem. Antes de ler nossa matéria, dá uma ouvida…

Chega a ser pesado de escutar, né? Essa é com certeza a intenção – afinal de contas, pesado é viver todos esses absurdos na pele. Entenda melhor as principais referências da música:

“Cadê o Amarildo? Ninguém vai esquecer”

O desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza deu o que falar – tanto em 2013 quanto no começo do ano seguinte, quando policiais responsáveis por sua morte foram condenados no Rio de Janeiro por tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual. Apesar de o caso não aparecer mais na mídia, até hoje a questão segue de fato sem resposta: cadê o Amarildo?

“Vocês não solucionaram a morte do DG”

DG era apelido de Douglas Rafael da Silva Pereira, dançarino do programa “Esquenta” morto no Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro, em 2014. Enquanto a polícia alega que a causa da morte foi uma queda enquanto o jovem fugia de um tiroteio, existem, até hoje, controvérsias: há quem diga que o seu caso representa “mais um Amarildo”. E o pior: em uma manifestação ocasionada pela morte, outro jovem da mesma comunidade, Edilson da Silva Santos, acabou sendo assassinado.

“Afastamento da polícia é o único resultado – não existe justiça”

Em casos de violência policial, é raríssimo que os responsáveis sejam punidos – e, quando o são, as medidas são leves – incomparáveis aos crimes que eles cometeram.

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 “Mataram uma criança indo pra escola”

Como bem observa a blogueira Nayara Garófalo, é difícil sabermos o número de vezes em que isso aconteceu. Falta destaque (e, muitas vezes, até mesmo registro) desses casos na mídia. “Uma pesquisa no Google nos dá 226.000 resultados sobre a pesquisa ‘Criança baleada a caminho da escola’”, ressalta Nayara. “Em Feira de Santana, em São Paulo, em Manaus, no Rio de Janeiro, em Goiás, Caldas Novas, Rosário, Conceição do Jacuípe… Crianças negras são baleadas diariamente”.

“Na televisão, a verdade não importa – é negro favelado então tava de pistola”

A crítica aqui é, sim, para a mídia, mas também para toda e qualquer pessoa que reforça (às vezes até sem perceber) esse estereótipo no cotidiano. Que bom seria, se fosse óbvio pra todo mundo que não, ser negro não é sinônimo de ser bandido. Nos Estados Unidos, esse preconceito também rola solto e também acarreta violência policial. Por lá, a questão vem sendo amplamente discutida e desconstruída através de movimentos como o Black Lives Matter. Beyoncé denunciou a violência policial dos EUA na música “Formation” e por isso sofreu boicote. No Brasil, casos como o do menino Ítalo de Jesus Siqueira são comuns. 

“Três dias de tortura numa sala cheia de rato – é assim que eles tratam o bandido favelado / Bandido rico e poderoso tem cela separada, tratamento VIP e delação premiada”

Precisa de explicação? :/

Boa, MC Carol <3

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