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Amy: em cenas inéditas, documentário expõe as relações da anti-heroína do pop

O esperado documentário da cantora inglesa chega ao brasil e mostra a trajetória da cantora de jazz que virou ídolo pop

Por Elisa Duarte Atualizado em 21 jan 2020, 18h37 - Publicado em 23 set 2015, 10h14

Quando ganhou seu Grammy de melhor gravação de 2008 com Rehab, ela concorria com Beyoncé, Rihanna, Foo Fighters e Justin Timberlake. Naquele ano, Taylor Swift fazia figuração no palco. Segundo Tony Bennett, ela pode ser colocada no mesmo patamar de Ella Fitzgerald e Nina Simone. “Se pudesse voltar no tempo, diria: Cuide-se. Você é muito importante”, afirmou o cantor em cena do documentário Amy, que estreia dia 26 de setembro, primeiro nos cinemas Cinemark, devido a um acordo com a Universal.

 

 

Amy podia ser tudo, menos uma popstar. Assim como Jimi Hendrix e Kurt Cobain, lidava mal com elogios da imprensa e perguntas sarcásticas de repórteres. Diferente de Rihanna e Beyoncé, não suportava os incansáveis flashes dos paparazzi. Atento as entrelinhas do comportamento da cantora – e de quem a cercava, amigas de infância, família, namorados e empresários – o documentário traça um linha do tempo da evolução e decadência de Amy.

Com cenas inéditas, nas quais mostra o convívio da inglesa com familiares e amigos, o documentário mostra todos os ângulos da cantora. Seu talento nato, sua insegurança, seu brilho, sua bulimia. Do despontar de uma estrela adolescente à fase junkie, que a levaria a morte aos 27 anos no dia 23 de julho de 2011.

Assim como a vida de Amy, seu documentário leva o espectador a variadas emoções e pensamentos controversos durantes as duas horas e 10 minutos de exibição.

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Polêmica

Mitch Winehouse não gostou do filme. Logo ele, que havia ficado fascinado com Senna e por isso achava que o filme sobre a filha estava nas boas mãos do diretor Asif Kapadia. Ele chegou a sugerir que Blake Fielder-Civil não fosse retratado no filme. Como? Se foi o ex- marido que a introduziu a heroína e ao crack.

No documentário, Mitch aparece como um pai ausente e um dos responsáveis por Amy não ter sido internada em sua primeira overdose . “They tried to make me go to rehab/but I said No, no, no/Yes, I’ve been black but when I come back you’ll know, know, know/I ain’t got the time and if my daddy thinks I’m fine.”

Meu pai pensa que estou bem, trecho Rehab

No filme, o pai incentiva Amy a continuar com as turnês quando ela já se mostrava debilitada. Há também uma discussão entre os dois, filmada pela equipe que Mitch enviou ao Caribe, quando Amy dava um tempo da superexposição e drogas. “Você quer dinheiro? Eu te dou! Você quer me transformar em uma caneca personalizada”, ela repetia. Em entrevistas, Amy atribui ao pai o gosto por jazz. No filme, não há referências sobre o fato. Após assistir ao longa, Mitch foi enfático: “Me retrataram da pior maneira. Posso ter cometido inúmeros erros, mas falta de amor não foi um deles.”

Estreia

O filme chega ao Brasil no dia 26 de setembro. Na première inglesa, Amy quebrou o recorde como a estreia de documentário mais assistida do Reino Unido.

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