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A arte dos Musicais no Cinema chega ao MIS

Clássicos do cinema nacional e internacional são destaques da exibição em cartaz em São Paulo

Por Ana Claudia Paixão 13 nov 2019, 13h07

Dançar na chuva. Sair cantando no meio do trânsito pesado de Los Angeles. Dançar no teto. Tantas cenas icônicas do cinema fazem parte de musicais que sobrevivem gerações apaixonadas. Se esse gênero de filme é do seu agrado, então a exposição Musicais no Cinema, que abriu essa semana no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, é um bom programa. Concebido e exibido primeiro no Musée de La Musique – Philarmonie de Paris, a exposição é bem diferente no Brasil. É que aqui os musicais nacionais ganham peso, na verdade, um super destaque na mostra.

Ana Claudia Paixão/Reprodução

“Essa exposição deve muito ao sucesso mundial de La La Land que fez dos musicais notícia novamente”, confessa o pesquisador N. T. Binh curador internacional da mostra. “Musical é um gênero que parece espontâneo e natural, mas é um dos mais amarrados e controlados, em termos de realização de filmes então é uma chance de apreciar como são feitos”, acrescenta.

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Dividida em mais de 20 áreas, Musicais no Cinema reúne alguns dos mais queridos clássicos do gênero: A Noviça Rebelde, Cantando na Chuva, até Rocketman, com peças de roupas originais do filme.  Há seções interativas, oportunidades de fotos repetindo os passos de Gene Kelly, aula de sapateado, fotografias, vídeos, cartazes, documentos de produção, figurinos e depoimentos.  “É um gênero que há muito se diz morto, que pertence a um passado de ouro e que não poderia ser reinventado, mas nós vemos vários renascimentos dos musicais”, diz Binh.

Ana Claudia Paixão/Reprodução

Mas o grande destaque da mostra são os musicais nacionais, parte da curadoria de Duda Leite. Foram 5 meses de pesquisa onde muitas surpresas foram descobertas. “Não tinha noção de quantos musicais nacionais foram produzidos”, o jornalista comentou na abertura da mostra. “São muito mais do que as pessoas lembram”.  As cine biografias recentes, sucessos dos anos 80 como Bete Balanço, os musicais dos anos 70 estrelados por Roberto Carlos, é um universo a ser relembrado. Sem grandes surpresas, a parte dedicada à Carmen Miranda é uma das mais emocionantes da mostra, com peças usadas pela atriz e cantora, que Duda pesquisou no (hoje fechado) museu dedicado à ela, no Rio de Janeiro.

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Duda é grato também à colaboração da atriz Claudia Raia, que o ajudou e participou ativamente do projeto. Figurinos de Não Fuja da Raia e depoimentos da atriz fazem parte da mostra, que está cheia de curiosidades interativas.

Ana Claudia Paixão/Reprodução

“Eu conheço a música e o cinema brasileiros porque sou professor, mas não conhecia os filmes em que artistas que amo, participaram”, comenta Binh. “Tenho muito orgulho da exibição atual. A idéia entrar no universo dos musicais e todos bastidores para criar a atmosfera do gênero”, conclui.

A exposição fica no MIS até 16 de fevereiro, todas as terças das 10h às 19h.

 

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