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Stéphanie Habrich

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Stéphanie Habrich é CEO da editora Magia de Ler, apaixonada pelo mundo da educação e do jornalismo infantojuvenil. Fundadora do Joca, o maior jornal para adolescentes e crianças do Brasil e do TINO Econômico, o único periódico sobre economia e finanças voltado ao público jovem, ela aborda na coluna temas conectados ao empreendedorismo, reflexões sobre inteligência emocional, e assuntos que interligam o contato com as notícias desde a infância e a educação, sempre pensando em como podemos ajudar nossos filhos a serem cidadãos com pensamento crítico.
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O valor da criatividade

Estudantes brasileiros têm mau desempenho na avaliação sobre pensamento criativo do Pisa. Por que isso é preocupante?

Por Stéphanie Habrich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
10 jul 2024, 16h00

Os estudantes brasileiros tiveram um mau desempenho na prova do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) que avalia – entre outras habilidades – o pensamento criativo. O Brasil ficou em 44º lugar entre as 64 nações avaliadas. Fizemos 23 pontos, dez abaixo da média geral.

A prova é aplicada a cada três anos para alunos com 15 anos. A mais recente aconteceu em 2022. A intenção é saber se novas gerações têm competência para “gerar, analisar e aprimorar novas ideias que possam resultar em soluções originais e eficazes” aos desafios atuais de um mundo que muda cada vez mais rápido.

O problema não tem uma única causa raiz. Segundo o relatório, é resultado de diversos fatores, desde o baixo desempenho em matemática até o nível socioeconômico.

Não tenho dúvida de que a solução para aumentar esse índice é complexa, mas ouso dizer que o caminho para isso envolve aumentar o repertório dos estudantes, com mais experiências, mais leitura, mais horizontes e menos telas.

Uma pesquisa recente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) com 1.200 adolescentes do ensino fundamental 2 e do ensino médio, de Curitiba, revelou que 74,4% dos adolescentes avaliados, ou seja, três em cada quatro, ficam mais de duas horas por dia em frente às telas, como televisores, videogames, computadores e celulares.

Ainda que eles acessem conteúdos educativos durante essa navegação, o que – sabemos – não é muito provável, fica faltando a eles outros estímulos que são muito ricos para estimular a criatividade.

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Um passeio, a prática de um esporte, tocar um instrumento musical, ler um livro, conversar ou fazer uma viagem, nos apresentam ideias, culturas e jeitos de fazer diferentes, que podem nos inspirar em nossas jornadas.

Domenico De Masi, sociólogo italiano que cunhou o termo ócio criativo, pregava que era necessário combinar trabalho, lazer e aprendizado de maneira harmônica para estimular o surgimento de inovações.

As melhores ideias surgem quando menos se espera, durante momentos de relaxamento ou enquanto se realiza uma atividade prazerosa. O ócio criativo cria essas oportunidades para que a inspiração surja espontaneamente.

Quem nunca teve uma grande sacada enquanto lavava louças ou ao acordar? Mas se os jovens não se dão a oportunidade de parar, preenchendo todos os seus momentos diante da tela e rolando uma timeline, como conseguirão exercitar a criatividade?

O pensamento criativo é mais que desejável, ele é necessário. A formação de cidadãos responsáveis passa pela criatividade. Só desenvolvemos a capacidade de questionar quando conseguimos olhar para a realidade a partir de uma nova perspectiva.

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Pensar de forma criativa permite encontrar soluções eficazes para problemas complexos, que os métodos tradicionais podem não resolver. É daí que surgem as inovações e a nossa capacidade de adaptação a diferentes situações da vida. Sem criatividade, como surgiriam as ideias de novos negócios?

Até na resolução de conflitos essa habilidade pode ser uma boa ferramenta, permitindo encontrar soluções criativas que beneficiem todas as partes envolvidas.

Sendo o pensamento criativo tão importante, como podemos ajudar nossos filhos a desenvolvê-lo? Eu acredito muito no poder do exemplo. Se queremos que nossos filhos saiam da tela, precisamos fazer isso também. Além disso, vale apresentar novidades e chamá-los para atividades que eles não costumam praticar.

Quanto mais repertório pudermos oferecer, mais ampliados serão seus horizontes e mais estímulos eles terão para pensar diferente. 

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