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Martchela - Ministra do Namoro

Jornalista, atriz e humorista, @martchela__ é apresentadora do Lambisgóia Cast
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Por que é tão difícil abandonar um “E Se…”?

Não adianta ficar remoendo aquilo que poderia ter sido. Melhor mergulhar na fossa – e seguir em frente depois

Por Martchela
Atualizado em 20 abr 2024, 07h22 - Publicado em 20 abr 2024, 07h03

Ultimamente, tenho me deparado com muitas perguntas de leitoras e ouvintes sobre como superar um “e se…”. Para quem não está familiarizado, um “e se…” é aquele momento em que tudo parecia estar prestes a dar certo, mas nos 45 minutos do segundo tempo, algo deu errado e não seguiu adiante. Pode ser uma paixão avassaladora que passou como um furacão, ou alguém desistindo de uma história no último minuto. A questão é o grande “e se…”.

“E se eu tivesse enviado uma mensagem para ele?”

“E se ele tivesse respondido?”

“E se aquela festa nunca tivesse acontecido e ele não tivesse conhecido a mulher da vida dele?”

“E se eu tivesse chegado mais cedo?”

Esses “e se…” muitas vezes doem mais do que o fim de uma relação concreta. “E se a gente tivesse tentado só mais um pouco…” Você sabe, aquele último suspiro? Aquela última mensagem?

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Por que dói tanto? Bem, porque muitas vezes você não conhece realmente a outra pessoa ou então conheceu apenas superficialmente. Se vocês tivessem dado certo, talvez agora você não estivesse com essa imagem idealizada da pessoa. A imaginação não impõe limites, mas a realidade é certeira. Os fatos são fatos e só podemos trabalhar com eles.

Como superar? Eu, que muitas vezes me vi no divã tentando me curar de uma dor de amor que “quase” deu certo, venho tentar aliviar os corações aflitos. Tente encarar os fatos. Agora vocês não estão juntos. Agora ele ou ela estão indisponíveis, e não há teoria concreta maior do que “aquela história parou ali”. Tente viver o agora.

É difícil? Sim. Dói? Muito. Vai passar? Não sabemos.

A vida é um grande mistério. 

Não sabemos de nada, mas há maneiras de aliviar a pressão. Evite lugares onde você vá se machucar. Evite pessoas que não são confiáveis para desabafar e não tente novos relacionamentos enquanto você não estiver 100% bem. Foque no presente. Enfrente os fatos concretos. Procure atividades que distraiam sua mente. Cuide de si e da sua cabeça, porque ela pode ser sua aliada ou sua maior vilã. Se concentre em você. Seu “eu” é a única coisa que você pode mudar e seguir modificando para melhor.

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A imaginação é muitas vezes melhor do que a realidade, e tentamos a todo custo fugir dela. Encarar dói, incomoda, mas não há muito o que fazer além de seguir em frente. Você pode estacionar, chorar se quiser; faz parte. A vida é feita de risos, choros e prazeres, num ciclo sem fim.

Se precisar de um ombro amigo, não se acanhe. Fale sobre o assunto sem parar até que não haja mais o que dizer. Inclusive, desaconselho a varrer tudo para debaixo do tapete. É preciso viver o luto de forma íntegra. De forma homeopática dói muito mais, acredite em mim.

“Martchela, não devo criar mais expectativas?” Eu diria, mais uma vez, que a vida é complicada, mas também generosa. Nada está perdido. Pode ser que as coisas não deem certo de novo, mas não adianta ficar parada em algo que não te move, não acrescenta.

Foque em novas histórias! É muito bom se abrir para o novo, o surpreendente pode estar ali bem na sua esquina.

Não há garantias na vida. O que nos resta é aprender com as experiências e seguir em frente. Às vezes, um “e se…” pode nos assombrar por um tempo, mas não podemos deixar que isso defina nosso futuro. O futuro está cheio de possibilidades, e é importante estar aberta a elas. Cada novo dia traz consigo a chance de recomeçar, de criar novas memórias e escrever novas histórias. Então não se prenda ao passado. Abrace o presente e olhe para o futuro com esperança e determinação. Algo extraordinário espera você.

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*Dedico este texto a todos os meus “E se”s que quase fomos, mas não fomos.

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