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Flavia Viana Bailarina e jornalista, ou jornalista e bailarina. Tanto faz. A coluna fala sobre métodos, histórias, entrevista pessoas, mostra tendências, espetáculos, entre outros assuntos relacionados, mas colocando em tudo isso o mais importante: seu grande amor pela dança

Trilha sonora do Jove em ‘Pantanal’ ganha videoclipe de Gabriel Sater

Gabriel Sater e maestro João Carlos Martins lançam videoclipe da releitura de um clássico de Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Por Flavia Viana Atualizado em 25 jun 2022, 12h00 - Publicado em 25 jun 2022, 11h54

Hoje, 25 de junho, data em que o maestro João Carlos Martins completa 82 anos, a nova versão da música “Amor de Índio” ganha videoclipe gravado no Pantanal Sul Mato-grossense e na Serra da Cantareira em São Paulo, um sonho realizado pelo músico e ator Gabriel Sater. “Gravar com João Carlos Martins é uma das maiores alegrias da minha vida, sou muito fã do maestro como artista e da sua história que acompanho há muitos anos. Seu talento musical, sua técnica, sua excelência como regente e maestro e sua generosidade como ser humano só me fazem aprender a admirá-lo ainda mais. O seu carinho e essa pessoa formidável que ele é comigo, pra mim é só gratidão em poder realizar esse sonho”, explica, emocionado.

A música que viralizou após embalar o casal Juma (Alanis Gillen) e Jove (Jesuíta Barbosa) no remake da novela Pantanal (TV Globo/2022), conquistou a crítica e o público com a releitura de um grande clássico de Beto Guedes e Ronaldo Bastos. Tudo começou quando Gabriel foi escolhido como artista convidado para realizar uma Live com João Carlos Martins. Ele tinha o sonho de tocar com uma orquestra. Foram meses na expectativa para que tudo saísse como ele imaginava.

“O ensaio foi maravilhoso, o show foi inesquecível, assim como o retorno que recebi ao final da apresentação, foi algo absurdo de positivo, nunca vivi algo parecido, e foi assim que descobrimos que a nossa parceria poderia prosperar”, relembra Sater. Até chegarem no sonho de gravar o videoclipe, uma caminhada e, nela, a emoção dos irmãos Bruno e Rafael Luperi, autores do remake da novela e produtores musicais de Pantanal, ao ouvirem a música em sua nova versão.

“Naquele momento eu fiquei mais emocionado ainda, porque eles começaram a chorar lá em casa, e aquilo foi muito marcante pra mim, foi realmente especial, eu vou guardar pra sempre comigo. E por incrível que pareça, tudo isso não teve nada a ver com a escolha da música como trilha da novela”, conclui. Ver a música “Amor de Índio” em uma novela de tanto sucesso como trilha sonora do casal protagonista da trama não estava nos sonhos mais distantes de Gabriel.

João Carlos Martins pantanal
O maestro João Carlos Martins. Pedro Pinheiro/TV Globo

“Ver a música na novela foi uma emoção que não sei descrever. Todos sabem a dificuldade que é ter uma música em uma novela, principalmente para os protagonistas. E sabe como eu fiquei sabendo? Foi a assessoria de imprensa que me ligou e avisou. Eu tinha apenas ouvido rumores de que a música tinha chances de entrar em ‘Pantanal’, apenas isso, e nem sabia até que ponto era verdade. Quando eu vi, apenas cai em lágrimas de felicidade”, relembra.

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A resposta do público foi algo que Gabriel, o maestro e toda a equipe de ambos não esperava. Segundo Sater, tudo que está acontecendo é algo muito maior do que tudo que ele já viveu em sua carreira. “A prova disso é que uma fã fez um clipe ‘pirata’ da Live com o maestro que ela tirou da internet que já bateu mais de um milhão e meio de visualizações. É uma loucura, e está assim em todas as plataformas que a música está disponível”, explica.

Hoje a releitura de “Amor de Índio” ganha imagens que compõem o videoclipe mais aguardado desde que virou trilha na novela Pantanal. “Assim como a música, esse clipe tão sonhado transmite paz e muito amor desse casal tão puro que são a Juma e o Jove. Nós gravamos esse videoclipe em duas partes, e tudo foi feito com muito carinho e dedicação, mas também dificuldades técnicas, geográficas, de produção que só aconteceu graças a união de forças. Estamos todos ansiosos e estou muito grato por esse momento que estou vivendo”, agradece o músico.

As cenas de Gabriel Sater foram gravadas em uma salina pantaneira, chamada Salina Porã, que é como um espelho d’água. “Um lugar lindíssimo, que reflete bem a paisagem pantaneira repleta de água e verde”, diz Gabriel. Já as imagens do maestro João Carlos Martins foram feitas na Serra da Cantareira, um refúgio de Mata Atlântica dentro da cidade de São Paulo. “Um lugar maravilhoso também. Cada um desses locais contribuiu de modo belíssimo, com suas luzes e cores diferentes”, afirma o artista.

Sobre o encontro entre a natureza, a canção e os artistas, o maestro João Carlos Martins resume: “A montanha se aproxima do lago, assim como o piano da viola e as minhas mãos da voz do Gabriel, nessa interpretação romântica de Amor de Índio. Glória ao Pantanal!”.

O diretor da produção, Pedro Pinheiro, destaca ainda que o videoclipe foi pensado e filmado seguindo sempre o conceito de um jogo de opostos e dualidades que se completam, representando a forma que a vida e a natureza se apresentam. “Gabriel Sater, com roupas claras, foi gravado tocando rodeado pelos elementos água e ar, com cores mais frias e azuladas. Já o maestro João Carlos Martins, com roupas escuras, foi gravado tocando rodeado pelos elementos terra e fogo, com cores mais quentes e alaranjadas”, detalha. “A grande busca foi trazer para a estética visual do videoclipe um pouco da brilhante poesia criada pelos autores Beto Guedes e Ronaldo Bastos, nessa nova versão feita pelos dois mestres Gabriel Sater e João Carlos Martins”, completa e finaliza o diretor. Assista abaixo: 

 

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