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Flavia Viana

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Bailarina e jornalista, ou jornalista e bailarina. Tanto faz. A coluna fala sobre métodos, histórias, entrevista pessoas, mostra tendências, espetáculos, entre outros assuntos relacionados, mas colocando em tudo isso o mais importante: seu grande amor pela dança
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Isabella Gasparini, primeira solista da Royal, se apresenta em SP

Destaque em uma das maiores companhias do mundo, a brasileira dançará uma adaptação do clássico Balé Coppélia

Por Flavinha Viana
5 jul 2024, 17h00

A brasileira Isabella Gasparini, primeira solista de uma das maiores companhias de balé do mundo, a The Royal Ballet, chegou recentemente ao Brasil para uma comemoração especial ao lado de colegas de palco também atuantes na Cia.

Nos dias 6 e 7 de julho, no Teatro Dom Bosco do Colégio Salesiano, o tradicional Ballet Marcia Lago apresentará uma adaptação do clássico Coppélia em celebração aos seus 45 anos. A remontagem terá a participação do corpo de baile jovem e infantil da escola e de mais quatro bailarinos convidados da Royal Ballet.

Isabella, que atualmente ocupa uma posição de destaque em Londres, começou seus estudos de dança na tradicional Escola de Ballet Marcia Lago que tem sua mãe, Márcia Lago, como proprietária com apenas três anos de idade. Foi lá que Isabella adquiriu a base de todo o seu aprendizado e desenvolvimento na arte da dança.

”Desde pequena eu tentava fazer passos de balé em casa, minha mãe me incentivava e me corrigia. Também pude perceber ao longo dos anos quanta dedicação e trabalho os espetáculos exigiam de meus pais e o que ocorria nos bastidores”, relembra.

De lá para cá, foram muitas as suas participações em festivais dentro e fora do Brasil, como o Youth America Grand Prix (um dos maiores do mundo) aos 14 anos, em Nova Iorque, que rendeu a ela medalha de ouro e uma bolsa de estudos na Escola de Ballet canadense onde realizou a sua formação.

Não demorou para ela ingressar na companhia Northern Ballet Theatre na Inglaterra e, com muita dedicação e reconhecimento, chegar ao posto de primeira solista no Royal Ballet, onde dança atualmente.

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Com poucas vindas ao Brasil por conta da difícil agenda na Royal, Isabella não poderia deixar de celebrar junto com sua mãe e sua escola os seus 45 anos.  

Isabella Gasparini e Luca Acri
Isabella Gasparini e Luca Acri (Divulgação/Divulgação)

“Estamos apresentando um espetáculo mais do que especial, que comemora os 45 anos do Ballet Marcia Lago, minha escola de dança, com a presença de quatro bailarinos do Royal Ballet de Londres aqui em São Paulo. Tenho muito orgulho e admiração pelo trabalho da escola e de minha mãe, e estou muito feliz em poder dividir este momento com o público e com os seus alunos”, fala, emocionada.

Ao lado de Isabella se apresentará seu parceiro de dança, o italiano/japonês Luca Acri, que também é primeiro solista da Royal, a bailarina inglesa Julia Roscoe, e Kevin Emerton, bailarino e professor formado da The Royal Ballet School.

”Minha mãe está orgulhosa ao extremo, é claro! Ela sabe o quanto batalhei para chegar até aqui e me encorajou a não desistir, a acreditar em mim. É ela quem me fortalece nos momentos mais desafiadores. Minhas conquistas a fazem feliz, talvez ela aprecie cada conquista ainda mais do que eu, pois convive diariamente com meninas que querem realizar esse mesmo sonho, e ela já formou gerações de bailarinas”, explica.

Os bailarinos Isabella e Luca já estiveram juntos em São Paulo, dançando como convidados nas últimas duas temporadas de ‘O Quebra Nozes’ da Cisne Negro Cia de Dança. Agora, eles retornam ao Brasil com seus respectivos parceiros para atuarem como Swanilda e Franz, um casal enamorado que arruma intriga e confusão ao entrar escondido na casa do Dr Coppelius (Kevin Emerton), o velho fabricante de bonecos. 

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Coppélia é um balé cômico, e essa adaptação trará ideias originais que incluem talentosas crianças sendo bonecas de pano e até um número de sapateado. Será um espetáculo cheio de humor e carisma para um público que busca desfrutar da magia da dança e da excelência técnica e artística de bailarinos internacionais que raramente estão em nosso país.

No mês de maio, um grupo de alunas da escola iniciou a comemoração dos seus 45 anos com a experiência única de viajar à Londres para aulas ministradas por bailarinos da The Royal Ballet, faze ensaios e trabalhos para Coppélia no Royal Opera House, além de um tour privado no backstage

.Em sua passagem pelo Brasil, a primeira solista da The Royal Ballet conversou com CLAUDIA com exclusividade, confira o bate papo:

Isabella Gasparini no palco
Isabella Gasparini no palco (Divulgação/Divulgação)

Claudia: Como é crescer no meio do universo da dança?

IG: Eu cresci assistindo minha mãe dar aulas, fazia lição de casa num canto enquanto ela ensaiava suas alunas, e para mim foi a melhor introdução à dança que eu poderia ter. Desde pequena, eu tentava fazer passos de balé em casa, minha mãe me incentivava e me corrigia. Também pude perceber ao longo dos anos quanta dedicação e trabalho os espetáculos exigiam de meus pais, e o que ocorria nos bastidores. 

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Claudia: Sua mãe foi quem te inspirou?

IG: Muito! Eu a via como uma grande bailarina, mesmo depois de aposentada. Sempre quis fazer carreira como ela. Ela nunca saiu do Brasil, mas dançava com a Companhia Clássica de São Paulo pelo país todo. Por causa dela, eu sabia que havia uma maneira de me dedicar por completo e fazer a dança parte da minha vida para sempre. 

Claudia: Já se viu fazendo outra coisa ou somente a dança?

IG: Sempre gostei muito de escrever, e já me vi sendo jornalista ou escritora. No ano passado, adquiri um bacharelado de literatura inglesa e escrita, e parte de mim acredito que ainda vou escrever um livro sobre a carreira de uma bailarina, ou o passo a passo da minha jornada como exemplo disso. 

Claudia: E como foi entrar em uma das maiores companhias do mundo?

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IG: Um sonho realizado e uma grande aventura! 

Claudia: Como é voltar ao Brasil para celebrar a dança com a sua mãe?

IG: Maravilhoso! Estamos apresentando um espetáculo mais que especial, que comemora os 45 anos do Ballet Marcia Lado, sua escola de dança, com a presença de quatro bailarinos do Royal Ballet de Londres aqui em São Paulo. Tenho muito orgulho e admiração pelo trabalho dela e estou muito feliz de poder estar dividindo esse momento com o público e com os seus alunos. 

Claudia: Qual foi a última vez que veio ao Brasil? Qual a sua expectativa?

IG: Eu e Luca viemos dançar em dezembro em ‘O Quebra Nozes’, com a Cisne Negro Cia de Dança. Um balé tradicional de Natal que tem uma plateia enorme. Espero que o nosso espetáculo também possa atrair um público que ama a dança. Essa será uma oportunidade única para os alunos do Ballet Marcia Lago de interagirem e atuarem com profissionais desse nível, de conhecerem um pouco mais do mundo profissional da dança.

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Claudia: Quem estará com você?

IG: Trouxe comigo meu parceiro de dança, o italiano/japonês Luca Acri, que também é primeiro solista do Royal Ballet, a bailarina inglesa Julia Roscoe e Kevin Emerton, bailarino e professor formado da The Royal Ballet School. Atuaremos nos papéis principais de Swanilda e Franz. 

Claudia: Como você está no Royal atualmente?

IG: É difícil explicar em poucas palavras o que é trabalhar em uma companhia como o Royal. É super gratificante poder dançar em um teatro maravilhoso, com um público tão fiel, dançar um repertório tão diversificado, fazer trabalhos novos com grandes coreógrafos e dançar os grandes clássicos, como ‘O Lago dos Cisne’s nesta temporada que passou. Ao mesmo tempo, é bem desafiador estar no meio de tantos talentos e tanta competição, você quer se superar cada dia mais e correr atrás dos papéis que sempre sonhou fazer. O importante é acreditar em si e confiar no processo. 

Claudia: Quais os próximos projetos?

IG: Gostaria de estar dançando como convidada em outras companhias, mas no momento somente objetivos. A Royal nos mantêm bem ocupados, mas dependendo da temporada nova que se inicia em setembro, tentarei me organizar para ganhar experiência em outros lugares. 

Claudia: Um sonho? E um repertório que gostaria de dançar?

IG: Eu gostaria muito de algum dia ser Julieta ou Giselle. Meus sonhos são de dançar estes grandes repertórios, e de escrever um livro. 

Claudia: Nas horas vagas o que costuma fazer Isa?

IG: Ler, escrever, tomar uns cafezinhos, assistir seriados e brincar com os meus gatos. 

Claudia: Um conselho de bailarina para bailarina…

IG: Tenha disciplina, trabalhe duro e honestamente sempre, porque assim colherá grandes frutos. Tente focar em você e em seus objetivos, sem fazer comparações. Cada um tem o seu tempo e o seu destino. E dance com amor, sempre. O amor é o que vai te sustentar nas crises e te ajudar a chegar mais longe.

 

 

 

 

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