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O apartamento carioca do arquiteto francês Jean de Just

Um mix estiloso de influências e padronagens compõem o décor do apê, em Ipanema

Por Reportagem Visual e Texto: Simone Raitzik Atualizado em 19 Maio 2022, 13h53 - Publicado em 1 out 2017, 09h15
Móveis de diferentes épocas, como a chaise de Le Corbusier, o banco de Sergio Rodrigues e a poltrona de Martin Eisler, convivem em harmonia.

A arquitetura original do prédio, da década de 1950, encantou de cara o francês Jean de Just. Formado em Paris, ele treinou seu olhar na restauração de monumentos históricos, como o Grand Palais e a Opéra Garnier. “Logo enxergo se um espaço tem alma. Para mim, isso é fundamental”, diz.

O painel de Geneviève Fourniol é inspirado no traço de Verner Panton. À direita, obras de Gonçalo Ivo e Manfredo de Souzanetto se equilibram no nicho. Denilson Machado/MCA Estúdio/Revista CASA CLAUDIA

Quando entrou neste apartamento em Ipanema, numa rua tranquila entre o mar e a Lagoa Rodrigo de Freitas, o arquiteto se sentiu em casa. Reparou no pé-direito alto, nos tacos claros em paginação espinha de peixe e na bela luz natural, filtrada por janelas amplas, espalhadas por todos os ambientes, e decidiu ficar.

O bufê que acompanha Jean no retrato é dos anos 1950. À direita, a clássica cadeira Butterfy ganhou um novo look com o tecido bordado a mão. Denilson Machado/MCA Estúdio/Revista CASA CLAUDIA
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Ao pensar o décor, propôs um mix com tanta personalidade quanto o apê. “Combinei peças antigas com móveis contemporâneos. Só tomei o cuidado de seguir a mesma linguagem”, fala. A ideia de casar peças de estilos e períodos distintos tem um porquê. “Fujo de ambientes com cara de showroom. Para isso, acho importante investir em escolhas ecléticas e surpreendentes. Também costumo garimpar bem objetos, almofadas e quadros, o que faz toda a diferença”, ensina o arquiteto.

Quadros trazem toques de cor à cozinha, que mantém o astral da década de 1950. À direita, cadeiras Lucio, clássicos de madeira e palhinha com design de Sergio Rodrigues, cercam a mesa de jantar de Eero Saarinen. Denilson Machado/MCA Estúdio/Revista CASA CLAUDIA

Outra boa aposta dele foi na mistura de estampas – que vão além dos tecidos e cobrem até uma parede na sala de estar. “Chamei uma pintora francesa, a Geneviève Fourniol, para criar um painel baseado na obra do designer dinamarquês Verner Panton”, conta Jean.

No quarto principal, a parceria do preto com o branco tinge a parede e a roupa de cama. Mesa lateral de Giuseppe Scapinelli. Denilson Machado/MCA Estúdio/Revista CASA CLAUDIA

O preto e o branco da obra se repetem em outros ambientes, como a cozinha, fiel ao clima retrô do apartamento. “Gosto demais dessa atmosfera tanto pelo design bem pensado quanto pelo aconchego.”

Divulgação/CASA CLAUDIA
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