Como arrumar sapatos e bolsas de acordo com o método Marie Kondo

A editora de beleza da ESTILO topou o desafio: fez uma revisão geral no closet e diminuiu a quantidade de acessórios.

No livro A Mágica da Arrumação, Marie Kondo diz que devemos identificar quais são os nossos sentimentos em relação às coisas que temos para descobrir se elas ainda nos servem ou não. Quando fui apresentada ao livro, confesso que não me empolguei com o método. Afinal, por que teria que me desapegar de uma bolsa Marc Jacobs, um par de óculos Dior e mais uma série de acessórios grifados que ficam semiesquecidos no meu closet? Mas, desafio topado, lá fui eu praticar a mágica da arrumação. E não é que ela funciona mesmo?

Marie prega que temos que pegar cada peça, segurá-la com carinho perto do peito e identificar o sentimento que temos por ela. Pois bem, comecei com uma bota Missoni que comprei há uns três anos – ela é um pouco apertada, mas eu a desejei tanto que acabei comprando. Quando a segurei, vi que a amo de paixão, mas que, com ela, idealizei mil looks que nunca saíram da minha cabeça. Por algum motivo meio obscuro (ou uma série deles), não consegui usá-la mais de três vezes. Fiquei chateada ao constatar que o mais certo a fazer era me desfazer dela. A solução foi vendê-la a uma amiga que sei que fará melhor proveito do que eu.

As vendas, aliás, foram o jeito que encontrei de criar coragem para me desapegar de coisas que não uso. Há dois meses criei uma loja no e-commerce Enjoei e desde então tem sido muito mais fácil repassar os descartados. Os de agora, inclusive, irão para lá: a tal bolsa Marc Jacobs, o par de óculos da Dior e mais algumas peças que já não me fazem mais feliz. Parte do dinheiro da primeira leva eu doei para caridade (a sensação é incrível!) e a outra metade gastei durante as minhas férias (a sensação também é bem incrível!). O que render agora vou tentar guardar. Estou falando tudo isso para deixar duas observações: 1- meu closet já estava bem esvaziado quando eu testei o método da Marie e 2- quando você consegue rentabilizar os desapegos o negócio fica muito mais interessante (espero que isso não seja contra nenhuma regra oriental de feng shui ou coisa parecida).

Voltando ao processo, passei uma tarde inteira analisando bolsas, sapatos e óculos de sol e fiquei feliz de ver que meu apego pelas coisas já é muito menor. Consegui fazer uma boa limpa e ficar realmente só com o que uso e me sinto feliz. Quando você acaba a análise, percebe que o sentimento é libertador.  

Graças ao número reduzido de acessórios, organizar tudo depois fica muito mais fácil. Os armários de sapatos eu arrumei de modo que consiga ver tudo o que tenho. Acho que enxergar as coisas é fundamental, senão elas acabam esquecidas dentro de alguma caixa ou saquinho e deixam de fazer sentido. Tanto que, nesse ponto, vou pela primeira vez discordar de Marie, que diz que na hora de guardar as bolsas devemos colocar uma dentro da outra. Acho a ideia ruim – embora eu faça isso quando viajo e preciso economizar espaço na mala. As bolsas são capazes de mudar o look em segundos, mas para ter a sacada de qual combina com o que elas precisam estar ali visíveis. Fora que, nos dias de hoje, em que estamos sempre com pressa, ninguém vai querer ficar tirando uma bolsa de dentro da outra e guardando as que ficaram de fora. É pouco prático. Então, Marie que me desculpe, mas preferi arrumar as minhas bolsas enfileiradas. Assim, as vejo quando vou escolher a roupa e decido qual usar. Fiz o mesmo com meus óculos escuros e desde então minha vida tem sido melhor. Meu closet não é mais uma baderna e consigo aproveitar melhor as peças que tenho. Agora, já não vejo a hora de separar um dia para fazer o processo com as roupas.