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Para Denise Damiani, igualdade de salários está mais próxima

Para ela, que participou do Fórum CLAUDIA, "estamos aumentando nossa percepção de uma maneira exponencial"

Por Da Redação 6 mar 2018, 11h24

Um dia, ao abrir um e-mail do trabalho, Denise Damiani descobriu que, apesar de, sozinha, representar quase 50% da lucratividade, era a que tinha o menor salário entre os seus pares. Na conversa com o chefe, a resposta foi inusitada. “Não sabia que era importante para você.” Denise continuou na empresa, mas com a atenção redobrada nas questões de gênero. Com essa história, Denise, conselheira administrativa de grandes empresas, explicou em seu painel, “Por que as mulheres ainda têm medo de finanças?”, no Fórum CLAUDIA #EuTenhoDireito, por que passou a entrevistar mulheres para entender por que elas não lutavam para chegar até o topo da carreira.

Descobriu que a questão de não ter dinheiro guardado era um empecilho, por exemplo, para pedir um aumento ou questionar alguma posição. Concluiu que as mulheres gastam mais, ganham menos e não sabem lidar com investimentos.

Apenas 6% entre os que fazem investimentos no Brasil são mulheres. Isso apesar de quatro em cada dez lares brasileiros serem chefiados por mulheres. E a população feminina estudar mais do que a masculina.

Para ela, no entanto, as coisas estão mudando. “Estamos aumentando a nossa percepção de uma maneira exponencial. Não vai levar 150 anos [para o salário de homens e mulheres se igualar]. Não vai levar nem oito. E digo isso arrepiada.”

E o que a gente faz para isso? “Continua fazendo o mesmo, mais rápido. Explicando para quem não entende. Comendo um docinho quando ficar brava. E, se cansar, descansar. Cansar é diferente de desistir”, disse Denise, em um momento muito aplaudido do painel.

“Não acho que todas as mulheres querem chegar ao topo, mas, as que querem, têm que ter as mesmas oportunidades.”

“Quanto mais associarmos dinheiro a coisas positivas, a realizar sonhos, gerar empregos, ajudar pessoas, conquistar a liberdade, maior será o nosso cuidado com nossas finanças”, escreve Denise em seu livro “Ganhar, Gastar, Investir – O Livro do Dinheiro para Mulheres”.

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