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Economia da atenção: como ela pode afetar a sua carreira

Maria Eduarda Silveira, CEO da consultoria de recrutamento BOLD HR, fala sobre a importância de usar melhor o tempo

Por Maria Eduarda Silveira 27 mar 2022, 09h57

Você já ouviu falar em economia da atenção? De maneira resumida, é um conceito que postula que a atenção humana é uma commodity escassa e que aplica teorias para a gestão de informações que captam e monetizam essa atenção. Para mim, este conceito guarda certa conexão com aquele velho ditado que diz “tempo é dinheiro”, mas, dependendo de como você usa esse tempo, ele pode representar dinheiro para você ou para os outros.

Em nosso mundo hiperconectado, no qual todos estão sempre na correria e com a atenção dividida entre muitos gadgets, aplicativos e redes, a disputa pela atenção é muito grande e as empresas buscam incessantemente conseguir uma parcela deste bem finito. Videogames e jogos online, plataformas de streaming, redes sociais, infinitos aplicativos com as mais variadas funcionalidades, toda essa dinâmica está tão arraigada em nosso cotidiano que muitas vezes é até difícil nos darmos conta do quanto nossa atenção é disputada e do quanto tudo isso consome o nosso tempo.

Bom, a esta altura, você já deve estar se perguntando: e o que isso tem a ver com a minha carreira? Tudo. Afinal, como ser produtivo em um mundo que deseja sua atenção a todo instante? Diga a verdade, você consegue ficar três horas ininterruptas desenvolvendo uma única tarefa? Pois bem, a capacidade de focar e de administrar o tempo é um dos desafios de carreira mais significativos, já que são cruciais para o desenvolvimento de um bom trabalho e refletem na possibilidade de evolução profissional. Certamente essas serão algumas das competências mais requisitadas num futuro bem próximo.

Esses aspectos são o que ditam a produtividade e, ao não conseguir gerir o próprio tempo, muitas vezes o profissional acaba vivendo com a constante sensação de frustração, pois todos os dias sente que não conseguiu dar conta das tarefas previstas, como se parte delas sempre fosse caindo pelo caminho.

A tecnologia é uma faca de dois gumes e você não precisa se desfazer do seu celular para se tornar mais consciente de seu tempo e colocar em prática uma gestão mais adequada deste valioso recurso.

Para ter sucesso nesta jornada, em primeiro lugar, recomendo que busque ganhar mais consciência sobre seus hábitos e a forma como consome os conteúdos digitais. A partir daí, trace algumas metas de como e quanto gostaria de engajar com esses meios, buscando, eventualmente, recursos que te ajudem a cumprir o que foi estabelecido, como programar horários de uso ou alarmes de tempo de uso.

Falar de procrastinação é cair no lugar comum, mas é importante ter cuidado quanto a ela, pois é uma grande aliada da economia da atenção. Quem nunca resolveu dar uma olhadinha nas redes antes de começar aquela tarefa chata e, quando se deu conta, mais de 30 minutos já tinham se passado?

Se observar e compreender a linha tênue dentro deste contexto não é uma tarefa fácil. Especialmente porque ela é individual, logo, não há quem faça por você e tão pouco há como ter receita de bolo para que você se encontre nessa jornada. Indo ainda mais longe, cuidar do próprio tempo é uma tarefa que nunca acaba. Mas quanto vale o seu tempo, afinal?

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