Elefanta Teresita, que viveu no Zoológico de São Paulo por 22 anos, morreu

Instituição lamentou a perda e ativista Luisa Mell fez post criticando esse tipo de parque

O Zoológico de São Paulo anunciou a morte da elefanta-africana Teresita. Com cerca de 40 anos de idade, Teresita passou a viver no espaço em 1996 resgatada de um circo.

Desde maio de 2018 ela apresentava sinais de que não estava bem. A instituição disse que notou diminuição do apetite e secreção nas trombas e nos olhos. Teresita morreu no último dia 6 por causa de pneumonia grave e infecção no ouvido.

“Sentimos profundamente a perda da Teresita, um animal carismático e muito querido pelos funcionários e visitantes do parque. Ela fez parte da história desta fundação e sempre será lembrada com muito carinho por tudo que propiciou nesses 22 anos de convívio“, diz a nota da instituição.

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É com muito pesar que a Fundação Parque Zoológico de São Paulo comunica o óbito da fêmea de Elefante-africano (Loxodonta africana), “Teresita”, assim chamada carinhosamente pela equipe técnica. Considerada um dos animais mais emblemáticos do plantel, Teresita chegou ao Zoológico de São Paulo em março de 1996 oriunda de um circo. Com idade estimada em 40 anos, sendo 22 deles como moradora do Zoológico de São Paulo, em maio de 2018, Teresita começou a apresentar um quadro de apatia, diminuição do apetite, secreção pela tromba e nos olhos. A partir daí, passou a receber tratamento intensivo diário de toda a equipe técnica composta por veterinários, biólogos, tratadores e enfermeiros para uma suspeita de doença respiratória em fase inicial. Durante todo o tratamento, não foram medidos esforços para o pleno restabelecimento da Teresita, uma vez que a equipe técnica acompanhava o quadro clínico até mesmo de madrugada para cumprir o intervalo correto das medicações. Apesar de todo empenho desta Fundação, infelizmente, o animal foi a óbito na manhã do dia 06 de janeiro de 2019. O laudo da necropsia apontou como causa da morte uma pneumonia grave e infecção no ouvido. Durante esse período, recebemos o especialista em manejo de elefantes Dr. Gerardo Martinez Del Castillo do African Safári, México, o qual nos deu um grande suporte técnico de manejo contribuindo para o bem estar da Teresita durante o seu tratamento. Sentimos profundamente a perda da Teresita, um animal carismático e muito querido pelos funcionários e visitantes do parque. Ela fez parte da história desta Fundação e sempre será lembrada com muito carinho por tudo que propiciou nesses 22 anos de convívio. Nota completa disponível no link da bio. 📷Elefante-africano Teresita. Foto: Carlos Nader

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A ativista Luisa Mell também lamentou a morte de Teresita, mas criticou a existência de parques zoológicos. Segundo ela, as instituições servem apenas para entreter turistas e é um péssimo local para os animais.

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Hoje, é um dia triste, muito triste. A elefanta africana Teresita, que vivia isolada no zoológico de São Paulo, faleceu. Morreu apática, sem comer e triste, com secreções nos olhos e na trompa. Foram 22 anos no zoológico de SP. Uma vida inteira de exploração, tristeza e isolamento, apenas para entreter turistas por alguns minutos. Ela vivia sozinha, apresentava comportamento repetitivo como quase todos os animais em cativeiro, andava e voltava para o mesmo lugar tentando quase que insanamente ocupar seu tempo naquele minúsculo espaço. Comia a pouca grama que tinha, muitas vezes misturada com sua própria urina e teve uma de suas presas arrancadas sabe-se lá com que dor! Zoológicos estão entre as piores coisas para os animais. Não são educativos, não são divertidos. Eles muitas vezes enlouquecem os animais, quase sempre os tornam depressivos. Dizer que uma pessoa é “educada” por que leu uma placa com a espécie e viu o animal aprisionado, não educa. Ao contrário: ensina que é normal explorarmos e massacrarmos a natureza para nosso entretenimento. Descanse em paz, Teresita. Em nome de todas as pessoas que tem um pouco de consciência, peço desculpas por toda a minha espécie pelo o que fizeram com você.

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