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Guta Nascimento Guta Nascimento é Diretora de CLAUDIA

O que você diria?

Se fosse perguntada, 'O que é ser mulher?', qual seria sua resposta? A minha está ao fim desta carta

Por Guta Nascimento Atualizado em 19 fev 2021, 12h38 - Publicado em 19 fev 2021, 07h00

Ser mulher…

É… Ser influência da mãe, da avó, da irmã, das mulheres incríveis que nos cercam. 

É… Tornar-se mulher.

É… Uma conquista.

É… Ser uma potência. 

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É… Uma construção coletiva.

As reflexões acima são algumas das respostas dadas por mulheres diversas, ouvidas para a nova campanha de CLAUDIA, que em outubro completa 60 anos, orgulhosa da trajetória de ouvir o feminino em sua pluralidade. Com a deste mês, são 713 edições impressas dedicadas a contar poderosas histórias. Aqui em claudia.com.br, onde você poderá ver o vídeo com os depoimentos que citei, são mais de 70 mil matérias já publicadas e quase 20 mil posts apenas no Instagram. São décadas de um registro contínuo e diário dos conflitos, avanços e celebrações do caminhar da nossa sociedade rumo à equidade. Em vários aspectos.

Este mês não é diferente. Falamos de moda genderless em “Deixa Fluir”; das Afropatys, o movimento das jovens negras que ascendem financeiramente e desa- fiam o racismo que cerceia escolhas, estilos de vida e hábitos de consumo em “Prazer, Preta Patrícia”; de luto perinatal, a jornada de dor que enfrentam as mães que perdem seus bebês em “A dor do vazio”; e, em “Por trás do disfarce”, da brutal barreira ao diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em mulheres acima de 30 anos, que é a capacidade de camuflar comportamentos para atender à pressão social que nos condiciona, desde pequenas, a nos esforçarmos mais para nos adaptarmos.

Ser mulher é carregar dentro de si muitos caminhos coexistentes. Não por coincidência, na capa desta edição temos a multi talentosa Manu Gavassi, que há um ano encantou o país em sua passagem pelo polêmico Big Brother. Depois da experiência de ficar confinada em um ambiente de inexorável tensão, radicalmente exposta ao escrutínio público, se prometeu que todo ano fará uma coisa que antes a apavorava e a qual ela jamais pensara aceitar. Como muitas outras jovens brilhantes em sua geração, Manu é a personificação do legado de que ser mulher é ser única dentro de muitas possibilidades, com uma qualidade comum a todas.

Ser mulher é, antes de tudo, ter coragem.

Um beijo,
Guta

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