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Cynthia de Almeida Por Mulher S.A. Coluna da jornalista e estudiosa do comportamento feminino Cynthia de Almeida

O que fazer se o chefe chamar para conversar fora do trabalho

Pergunte a pauta da conversa: a resposta já é um indício se é preciso ou não se preocupar com assédio

Por Cynthia de Almeida 30 jan 2018, 01h10

Meu chefe me convidou para almoçar para “trocarmos ideias”. Devo desconfiar de assédio?

A princípio, não. Todos (chefes homens inclusive) somos inocentes até prova em contrário.

Mas só o fato de você levantar essa dúvida leva a crer que já paira um certo clima de falta de confiança no ar. Você pode estar certa. Ou errada. E há muitas formas de se precaver ou de se proteger de problemas reais ou imaginários antes e durante o evento.

Vamos deixar claro que conversar com o chefe fora do ambiente de trabalho pode ser muito produtivo para ambos. É o momento mais tranquilo, bom para colocar na mesa algumas ideias que ainda estejam sendo maturadas, pedir um feedback informal ou mesmo um coach sobre alguma situação relativa ao seu desempenho ou seu futuro na empresa.

Mas para você se sentir confortável nessa conversa, vale sondar e preparar o terreno antes.

Uma dica é perguntar a pauta da conversa com o pretexto de se preparar para ela. Ou propor você uma pauta, do tipo: “que bom, podemos aproveitar para discutir o projeto tal”.

As respostas a essas questões serão ótimos indícios das intenções do convite. Se, mesmo assim, durante o encontro, rolar algum clima ou indício de tentativa de flerte, sempre dá pra recorrer à falsa chamada no celular sobre “um problema urgente em casa” e pedir licença.

Vivemos, concordo, em tempos um tanto paranoicos, mas a relação chefe-subordinada, a mais delicada e perigosa, merece uma atenção especial. Melhor perder a espontaneidade por algumas horas do que cruzar uma fronteira perigosa e colocar em risco uma relação de respeito e admiração mútuos. Ou seu emprego.

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