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Truques de beleza para combater agressões da praia e da piscina

Os cuidados necessários para você preservar sua pele e cabelo enquanto curte as férias de verão

Por Fernanda Morelli Atualizado em 28 out 2016, 04h30 - Publicado em 29 dez 2015, 07h00

CORPO

Dispense o perfume na praia

“Toda composição aromática é um grande agente fotossensibilizante, o que significa que pode causar danos à pele com a exposição ao sol”, adverte o farmacêutico-bioquímico Alberto Keidi, presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Cosmetologia, em São Paulo. O cuidado maior deve ser em relação aos produtos que levam alta concentração de óleos essenciais, pois têm maior risco de causar manchas e, em casos extremos, até queimaduras, quando usados por muito tempo sob o sol. Em geral, esses óleos essenciais estão presentes em itens que não são feitos para uso napraia, como perfumes de diferentes concentrações (eau de toilette/EDT, eau de parfum/EDP e parfum) e loções hidratantes.

Evite clarear os pelos no sol

O ideal é fazer o clareamento dos pelos de três a quatro dias antes da exposição solar. “A combinação dos ativos clareadores com o sol pode causar alergia, irritações e manchas”, adverte Juliana Carnevale. Mais um motivo para ter esse cuidado: enquanto o produto age, a pele precisa ficar sem filtro solar (o que não é nem um pouco recomendado), pois a camada formada por ele dificulta a absorção do clareador. Em último caso, se não sobrou tempo para fazer o procedimento antes da praia, siga duas recomendações básicas: evite horários de sol forte (entre 10 e 17 horas) e não se esqueça de passar o protetor logo após o enxágue. Além disso, prefira as versões mais cremosas de clareadores, com ceras ou manteigas, que hidratam e defendem a pele das agressões provocadas pelo peróxido de hidrogênio, substância presente nos clareadores.

Guarde os frascos

À sombra O calor pode alterar a textura e até a cor do filtro, comprometendo sua eficácia. “Se o produto estiver com aspecto de leite talhado, significa que a fórmula mudou, o que pode interferir na proteção”, alerta Alberto Keidi. Se mantido à sombra, o risco de oxidação ou dano a algum princípio ativo é menor. E, claro, fique atenta à validade: é comum reaproveitarmos o protetor do verão passado, mas o perigo de ele já estar vencido é maior. “Isso afeta a proteção e reduz drasticamente o poder de cobertura”, afirma o especialista.

Não use bronzeador sob o filtro

Principalmente os itens com consistência de óleo. “Eles reduzem o contato do protetor solar com o corpo, impedindo a absorção do produto”, explica o farmacêutico-bioquímico Alberto Keidi. “Além do mais, não faz sentido misturar esses cosméticos, já que um se propõe a afastar os raios solares e o outro a atrair”, diz Sérgio Schalka. Se a ideia for acelerar o bronzeado, mas mantendo a proteção, prefira os filtros que prometem de antemão esse benefício. “Normalmente eles contêm tirosina, ativo que estimula os melanócitos na pele e proporciona coloração dourada”, diz Alberto. Aloe vera, betacaroteno, vitaminas E e A também podem estar presentes nas fórmulas de aceleração do bronzeado.

ROSTO

Reaplique o protetor solar

Antes de pensar em repassar o filtro, veja se não está suja com grãos de areia, sal ou suor demais, pois eles atrapalham a absorção do produto e podem até irritar a pele. Por isso, sempre que possível, molhe o rosto com água doce antes de reaplicar o protetor. Mesmo que você esteja passando-o pela segunda vez, a quantidade recomendada pelos especialistas é a mesma: “Uma colher de chá do produto para o rosto e o pescoço, outra para cada braço e 2 colheres de chá para as partes da frente e de trás do tronco e as pernas”, indica o dermatologista Sérgio Schalka, coordenador do Consenso Brasileiro de Fotoproteção, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Detalhe: se o protetor for em gel, aplique em um único sentido, sem movimentos de vaivém. “Se espalhado em diversas direções, o filme formado pelo gel se quebra, comprometendo a proteção e dando a sensação de esfarelamento”, diz o expert.

Proteja olhos e boca

“É essencial proteger a região dos olhos, uma das mais afetadas pelo envelhecimento, mas cuidado para não escorrer produto dentro deles, o que pode levar a uma irritação severa”, alerta a dermatologista Denise Lage, da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo. As versões em bastão são perfeitas para alcançar todos os cantos sem escorrer – de preferência, combine com o uso de óculos escuros, que, de quebra, defendem a retina do sol. O protetor labial – com FPS 30, no mínimo – também deve ser reaplicado a cada duas horas e toda vez que comer, beber ou entrar no mar. Lembre-se de que ele precisa ser usado mesmo quando você estiver de batom. “Nesse caso, aplique uma camada generosa do filtro nos lábios e passe o batom por cima”, ensina a dermatologista Juliana Carnevale, do Rio de Janeiro.

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Use chapéu nas caminhadas

O acessório vale principalmente se você tiver qualquer problema de pele ou for branquinha demais, já que o suor compromete a proteção e, caminhando, você passa o tempo todo exposta ao sol. “Enquanto se exercita, a reaplicação do filtro é mais difícil; então, é melhor sair bem protegida”, diz Denise Lage. Chapéus e bonés já blindam os raios UV por si só, mas há versões com proteção solar, ainda mais indicadas. Esse cuidado salvará não apenas seu rosto mas também seu cabelo dos efeitos nocivos da exposição prolongada ao sol.

Dê água à sua pele

As águas termais têm ação calmante e anti-inflamatória, amenizando as agressões provocadas pelo sol, além de refrescar, aliviar eventuais ardências e dar sensação de bem-estar quase imediata. “Colocar água de coco ou mineral em um borrifador também funciona para hidratar o rosto”, ensina a dermatologista Denise Lage. Mas vale lembrar que, dependendo da quantidade e frequência, as borrifadas de água podem valer como mergulhos, ou seja, o protetor solar corre o risco de sair antes do esperado. Então, você precisará ficar atenta à hora de reaplicá-lo. Tome cuidado também para não camuflar o calor com as espirradas e, assim, passar mais tempo do que deveria debaixo do sol.

Christian Parente
Christian Parente

CABELO

Hidrate com água de coco

Mechas tingidas, que são porosas e ressecam com facilidade, se beneficiam bastante com a água de coco, rica em óleos essenciais e sais minerais de alto poder umectante. Tenha por perto um borrifador para encher com o líquido e esguiche quantas vezes quiser no cabelo. “Se tiver entrado no mar ou na piscina, retire antes o sal e o cloro dos fios”, orienta a cabeleireira Cris Calçolari, do salão L¿Officiel III, em São Paulo. Complete o tratamento usando sprays específicos para o cabelo com proteção UVA e UVB e ativos antioxidantes, como a vitamina E.

Dobre a atenção ao clarear

Segundo o cabeleireiro Wanderley Nunes, do Studio W, em São Paulo, o uso de sprays clareadores é mais indicado para os fios naturalmente loiros e de fundo acinzentado, pois eles não correm o risco de avermelhar – efeito comum em cabelos castanhos. “A mistura caseira de leite e chá de camomila também funciona melhor para quem tem cabelos claros”, ressalta Cris Calçolari. Aplique nas mechas úmidas, apenas no comprimento e nas pontas, com cuidado para não extrapolar na dose de produto – caso contrário, o cabelo pode manchar. Outra ressalva: “Produtos com água oxigenada nacomposição tiram, literalmente, a cor do cabelo e, junto com o pigmento, são retirados nutrientes e queratina, ressecando os fios”, diz Cris. A saída é misturar em um borrifador água ou protetor para as mechas com uma dose de máscara hidratante própria para preservar a cor, de preferência que contenha aminoácidos, queratina ou vitaminas A e E, para hidratar e evitar o desbotamento dos fios.

Penteie o cabelo ao sair do mar

Além do ressecamento, causado, segundo Wanderley, pela penetração do iodo (presente na água salgada), o mergulho no mar provoca o embaraçamento imediato do cabelo – que pode inclusive levar à quebra dos fios. Evite que isso aconteça retirando a água salgada com uma ducha de água doce e aplicando, em seguida, um leave-in ou creme para pentear, de preferência que contenham FPS e ativos hidratantes. Desembarace com pentes de madeira de dentes largos, que danificam pouco, e usando os dedos para ajudar. O cabelo molhado pede ainda cuidado redobrado com elásticos: use tipos envoltos em tecido ou que tensionem muito pouco. “O preso é bem-vindo na praia, mas precisa ser frouxo, com acessórios que não causem tração, para evitar a quebra das mechas”, observa a cabeleireira Cris.

Abuse do filtro solar no cabelo

Mas busque produtos específicos para isso, que não deixam o cabelo oleoso. “O filtro solar fecha a cutícula do fio, protegendo-o contra as agressões causadas pelos raios solares”, explica Wanderley Nunes. Não tenha medo: o protetor deve alcançar o couro cabeludo, o comprimento e as pontas, uma vez que todas as áreas estão suscetíveis aos raios solares. O produto pode ser aplicado nas mechas secas ou molhadas, antes ou depois de entrar no mar – neste último caso, retire previamente a água salgada para melhorar a penetração do spray ou creme nas mechas. Uma atitude ruim e que muitas vezes passa despercebida é passar no cabelo, sem querer, os dedos ainda sujos de bronzeador ou filtro solar corporal. “Aí os produtos em óleo são os mais prejudiciais, porque, além de deixar os fios sujos e oleosos demais, podem, com o sol, literalmente fritar o cabelo”, afirma Cris Calçolari.

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